Valor histórico e afetivo

Quando questionadas sobre o Mercado Público, as pessoas buscam em suas memórias mais antigas o carinho que sentem pelo lugar. O valor histórico do prédio e de seu comércio é inquestionável. Mas esse valor também acompanha a vida de quem vive na capital e seus arredores.

 

Fabrício Farias

Ele é de Sapucaia do Sul, região metropolitana de Porto Alegre, mas visita o Mercado Público na capital no mínimo quinzenalmente. “Não tem como passar pelo centro e não vir ao Mercado. Parece que aqui o tempo desacelera, é muito agradável, eu gosto muito.”, diz o taxista.

“Eu sempre levo peixe. Aqui tem uma variedade muito grande, mas sou fã mesmo da Japesca. Os produtos deles são de altíssima qualidade e o atendimento excelente, eu recomendo.” Diz também que não encontra erva-mate com tanta qualidade como ali, e que pra ele, que adora chimarrão, as diversas bancas especializadas é um prato cheio.

Ele adora ir aos cafés para dar uma relaxada, “acabei de tomar meu café, e agora estou aqui dando uma olhada nessa manifestação” – conta, enquanto observa um culto das religiões de origem africana sobre o Bará do Mercado.

“Aqui é um lugar muito bom, tanto para passear, quanto para se fazer compras. É um ambiente tranquilo e acho que tem uma boa segurança. Tem espaço para todo tipo de gente e todo o tipo de manifestação. É um ponto muito tradicional na cidade, muito antigo, e deve ser sempre valorizado pelo seu valor histórico e importância para a capital”, finaliza.

 

Amélia Dalpiaz

A professora aposentada diz que o Mercado Público é um dos seus lugares preferidos na cidade. “Venho desde novinha, sinto muito carinho por esse lugar”.

Entre as os diversos livros da Banca de Revistas Júlio, ela conta que, além dos exemplares, busca a maioria dos seus alimentos no lugar. Entre o que mais consome estão os tão famosos bacalhaus e peixes, além de produtos orgânicos e a grande variedade de hortifrúti. “Aqui tu encontras de tudo em questão de alimentação, e ainda tem um preço muito melhor. E ainda por cima, poço tomar um cafezinho, almoçar ou fazer um lanche depois das compras.”

Ela nasceu e sempre morou na capital gaúcha, e diz ser fã incondicional da cidade. “Apesar de hoje em dia a situação estar um pouco crítica, em quase todas as questões, principalmente segurança, eu ainda acredito que Porto Alegre pode se recuperar e voltar a ser o que era. Essas questões acabam afetando o Mercado também, visto que a reforma está demorando uma eternidade para ser finalizada e eu tenho a sensação que o Mercado está jogado às traças, é uma pena”, opina.

 

Fotos: Vanessa Souza

 

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