Uma bate papo direto com fornecedores de produtos que você encontra nas bancas do Mercado.

Daniel Ceolin Aued, 29 anos, engenheiro civil e sócio-diretor da Olivas do Sul, é especialista em azeite: fez cursos nos EUA e Chile, e é o responsável pela implantação de mais de 500 ha de pomares de oliveira para clientes. Aqui ele fala sobre o seu azeite Olivas do Sul, apontado pela revista Proteste como o melhor comercializado nas gôndolas brasileiras em 2013, compõe o Guia Flos Olei (o mais rigoroso catálogo de azeites extra virgens do mundo desde 2011), e ganhou dois importantes concursos internacionais, na Argentina e Itália.

Foto: Arquivo Pessoal

 

Qual a importância de ser o primeiro produzido para a indústria no Brasil? 

É muito gratificante possuir a primeira marca comercial de azeites produzidos no Brasil, mas a busca por informações técnicas no exterior possui um custo alto. Como fomos os primeiros a produzir azeite, não tínhamos margem para erro.

 

Qual seria o diferencial deste azeite?

O cuidado, desde os tratos anuais no pomar, até a transformação do azeite na fase pós-colheita. O azeite de oliva extra-virgem é o produto alimentício mais fraudado em todo o mundo. Para classificar um azeite como extra-virgem temos que avaliar dois laudos diferentes: um laboratorial, chamado de Físico-Quimico (que expõe os resultados de acidez livre, índice de peróxidos, delta k, absorção de luz ultra violeta, etc) e outro Fisiológico, que nada mais é do que uma degustação, onde são avaliadas seus três atributos positivos: o frutado, o amargor e a picância.

O que é preciso para um azeite ser considerado um extra-virgem?

Ele não deve possuir absolutamente nenhum defeito. Em uma escala de 0 a 10, se apresentar um defeito de qualquer tipo em um nível de até 3,5, pode ser considerado virgem, e acima de 3,5 deve ser rotulado como azeite lampante – que não é próprio para o consumo humano, usado antigamente como combustível. E não basta apenas não possuir defeitos, mas ter alguma característica positiva, que é seu frutado. O frutado representa os atributos aromáticos que o azeite possui, e que varia de acordo com a o cultivar, maneira como é moída no processamento do azeite e do local onde a fruta se desenvolveu.

 

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