Um ponto útil

Normalmente, os Mercados Públicos são vistos como pontos turísticos. Porém, eles podem (e devem) também ser úteis para a vida cotidiana da cidade e seus moradores. O Mercado de Porto Alegre se sai muito bem nesse quesito.

  

Ana Emília Hartz Soares

A professora aposentada tem como hobby cultivar plantas. Hoje ela encontrou, na Banca 15, uma muda que tanto procurou e que ainda não tem em sua horta. “Eu adoro plantar essas mudinhas – diz – essa aqui ainda não temos, viu querido?”, mostra ao marido.

Ana, hoje com 62 anos e com mais tempo livre, vem quinzenalmente ao Mercado Público, mesmo morando em Nova Santa Rita. “O Mercado para mim é uma paixão. Desde pequena eu venho e adoro os cheiros, aromas, acho isso aqui muito mágico.”

Na lista de compras, os pescados e os produtos naturais têm lugar cativo. “Também costumo vir nas bancas de produtos naturais e coloniais. Aqui encontramos uma grande variedade de produtos desse tipo”, conta.

“Só lamento o fato da estrutura do prédio estar meio caída nos últimos anos. Mas como aconteceu o incêndio e ele ainda se encontra em reforma, vou aguardar para que com a finalização ele fique ainda melhor”, finaliza.

 

Alana Padilha

Alana costuma ir ao Mercado Público, pelo menos, uma vez por semana. A jovem de 21 anos é uma típica porto-alegrense, daquelas que se orgulha da cidade e que procura vivê-la da melhor forma possível – e ir ao Mercado Público com tanta frequência é uma delas.

É fã declarada da Banca 40, com todos os sabores dos pratos, sorvetes e das tradicionais saladas de fruta. Mas também procura uma alimentação saudável, o que faz com que ela seja cliente da Macrobiótica Sauer, onde encontra uma variedade enorme de produtos naturais e “fit”.

“Eu gosto daqui porque tem muita coisa em um só lugar. Encontro tudo o que preciso, no que diz respeito à alimentação, e no fim das contas compensa muito o custo-benefício. Eu sempre pesquiso em vários lugares, mas normalmente os preços daqui são os mais em conta”, afirma.

 

Joana Neves

Um ponto de vendas dentro do ponto de vendas. Para algumas pessoas, o Mercado Público pode se tornar um ponto de encontro, onde é possível vender e trocar produtos ou entregar encomendas. É o caso de Joana.

Ela é uma vendedora de roupas autônoma, e marca de entregar as peças às suas clientes em diversos pontos da cidade. No entanto, o mais comum “e mais seguro, devido à área mais central”, é o Mercado.

Desde pequena ela frequenta o lugar com os pais e amigos, por isso a confiança e preferência. Só que, além de vender, Joana também compra (e muito). É cliente assídua das bancas de carnes e peixes, além de adorar tomar um cafezinho no fim da tarde ou fazer refeições no lugar.

“Acho que o Mercado é um lugar maravilhoso, mas está precisando de mais atenção da parte administrativa. É notável o desleixo com a estrutura do prédio e limpeza. Estou torcendo para que, depois das obras de restauração, isso possa mudar”, finaliza.

 

Fotos: Vanessa Souza

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