Um ponto turístico essencial

Um ponto turístico essencial

Os Mercados Públicos de uma cidade costumam revelar muito sobre a história e peculiaridades do local. Com o Mercado Público de Porto Alegre, não é diferente.

Mario Flores

Ele veio do México em busca de emprego no Brasil. O engenheiro de 48 anos procura no Mercado, entre outras coisas, um pouco de suas origens. Não à toa que a sua principal busca é a pimenta. “Mexicano não vive sem pimenta!”

Há 21 anos em terras tupiniquins, Mario já passou por vários estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, e desde que chegou ao Rio Grande do Sul, seis anos atrás, não saiu mais. Atualmente reside em São Leopoldo, mas sempre trabalhou em Porto Alegre e tem um carinho especial pela capital.

Sobre o Mercado Público, ele conta que o lugar já faz parte da sua vida no Brasil. “Antigamente, quando morava em Porto Alegre, eu vinha sempre. Agora que estou em outra cidade, venho mais esporadicamente, mas não deixo de dar uma passada aqui sempre que posso. Além disso, pretendo voltar a morar na capital em breve.”

Entre os produtos que mais aprecia estão as carnes e a comida japonesa. “Aqui tem bastante variedade, sempre encontro o que procuro”, finaliza.

 

 

Alessandra Hahn

A estudante de Turismo da UFRGS vem ao Mercado Público todos os dias para fazer suas refeições. No cardápio, a culinária japonesa tem lugar especial.  Aos 32 anos, Alessandra se desloca de Canoas até a capital para estudar e, no roteiro, o Mercado está sempre presente.

“Além de almoçar, tem vezes que eu venho só para passear mesmo, eu gosto de vir aqui. Tem coisas diferentes que não tem em outros lugares, em um supermercado comum, por exemplo. Tem alguns legumes que só acho aqui também, além do Café do Mercado e da Cachaçaria, que gosto muito.”

Como estudante de turismo, julga o Mercado um ponto fundamental na cidade. “Todas as grandes cidades têm um Mercado Público, então é muito importante. A estrutura dele é outra coisa que chama a atenção.”

Como uma crítica construtiva, a moça acha que a segurança do lugar poderia melhorar e ter mais policiamento nos arredores. “Aqui é um lugar muito democrático, entra todo o tipo de gente, então nunca se sabe”, alerta.

 

 

Elenir Richter

Enquanto degusta um chope artesanal, Elenir observa atentamente as pessoas que passam pelos corredores do Mercado Público. A professora de história e geografia veio da região das Missões, mais precisamente de Giruá, e aproveita a tarde ensolarada para relaxar.

Ela vem à capital com o marido pelo menos duas vezes ao ano, geralmente para fazer exames médicos de rotina. Neste último ano, resolveram aproveitar melhor as atrações turísticas que a cidade oferece. “Nós já estivemos aqui em fevereiro e descobrimos uma diversidade enorme no Mercado que até então eu não conhecia. As padarias, cafés, choperias com esses chopes artesanais, uma infinidade de produtos. Então, você não precisa sair daqui para experimentar uma gama diversa de atrações, até frutas do norte e do nordeste do Brasil encontrei. Eu acho o Mercado Público de uma riqueza enorme em termos de diversidade de produtos.”

Entre os lugares que mais aprecia, destaca os armazéns, como o Empório 38, onde encontra bacalhau, cervejas artesanais, vinhos e frios. “Todas essas coisas não são fáceis de achar na minha região, nós comemos um bacalhau no Gambrinus muito bom, a padaria Pão de Açúcar tem um pão italianinho fantástico e os chopes do Essencial são maravilhosos, além do Café do Mercado, onde a gente pode comprar o café moído na hora.”

Ela está em Porto Alegre, desta vez, para fazer um curso. Vai ficar três dias, mas, geralmente, quando vem com o marido para as consultas médicas, consegue ficar mais de uma semana e aproveita para visitar a cidade. “Nós aproveitamos para conhecer os parques públicos, fomos à Fundação Iberê Camargo, Parque Marinha do Brasil, entre outros tantos.”

Apesar da visitação pela cidade, ela destaca o Mercado como um ponto essencial, que todo o visitante da cidade deveria conhecer. “Mas deve-se vir com tempo. O segredo do Mercado é você poder explorar os lugares com tempo, e sem medo. Realmente ele tem coisas fantásticas.” 

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