Beto Bruno: Um Cachorro Grande no Mercado

Um Cachorro Grande no Mercado

 

          “Por favor, carne fresca de siri, de 500 gramas!”, foi o pedido que Beto Bruno, cantor da banda de rock Cachorro Grande, pediu que o Jornal do Mercado enfatizasse neste seu depoimento. Beto, que estava almoçando no restaurante Gambrinus acompanhado de uma prima, explicou que esse era um dos motivos das suas visitas ao Mercado, registrando que agora só tem carne congelada de siri, uma das suas preferências. Feita a observação, ele contou que a Cachorro Grande, radicada nos últimos anos em São Paulo, está com novidades: “Vocês vão ver a gente se divertindo como sempre. É isso que eu quero, me divertir com aqueles caras, ainda mais com tournée nova, disco novo, fígado novo, todo mundo limpo”. Aqui o depoimento do festejado roqueiro. 

 

 

 

Beto Bruno* 

 

     Olha só, eu fico muito pouco tempo em Porto Alegre, gostaria de ficar muito mais. Esta época do ano (período do natal), a gente faz pouco show, então fico bastante tempo aqui. Quando eu não tenho muito o que fazer, posso me dedicar a fazer comida, comer bem, então pego um “taxizinho” e venho para cá, acho muito prático. Eu como aqui no Gambrinus, ou ali em cima (Marco Zero), num service-self que eu acho legal e tem um japonês (Sayuri) que eu acho sensacional. Depois que eu termino de comer, vou ali para os peixes, que para mim é o grande lance. Mercados do Brasil? O de São Paulo é um absurdo. Só que eles comem muita mortadeeela, meu! (imita o sotaque paulista). O de Fortaleza, dá vontade de não sair de lá, até porque o ar condicionado é muito bom, quando sai dá vontade de morrer – então isso também influencia muito. O mercado de Florianópolis também conheço, sou fã. Quando estou por lá, sempre vou porque é barato e tem tudo. Na verdade tem mais que aqui, mas a gente entende porque  é uma cidade que tem praia.  

    

     Atrás de peixe fresco

     Mas o que eu mais conheço é o daqui, sou muito fã. Muitas vezes quando preciso bater um papo com alguém, um produtor, por exemplo hoje, a minha prima que faz tempo que a gente não se vê, eu venho pra cá. Tem essas mesinhas, bastante coisas para fazer, suquinho bom. A gente compra quase pelos mesmos preços de Florianópolis. Chega sempre peixe de manhã, muito fresco. E é menos da metade do preço do supermercado do meu bairro. Então a minha relação não é muito romântica, é por praticidade porque sou fã da comida e aqui a gente compra as coisas muito baratas. E volta e meia tem a Feira do Vinil, que eu venho prestigiar, quase todos os dias. Eu não sou morador de Porto Alegre, então não tenho uma grande história aqui com o Mercado. Mas desde que eu moro aqui e todo o tempo que estou aqui, venho atrás desses peixinhos aí. Nunca mais teve música ao vivo nestes bares, talvez se abrissem domingo, se tivesse alguém tocando um violão. Mas não sei também se os donos não querem incômodo, ou talvez tenha alguma lei. Mas reforça bem aí, em negrito: carne fresca de siri, de 500 gramas!

 

* Vocalista da banda de rock Cachorro Grande

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