Três meses de transtornos

Obras das escadas rolantes do Trensurb junto ao Mercado

 

Já é um rotina: de tempos em tempos obras no entorno do Mercado, que acabam afetando o movimento das bancas. Desta vez a previsão é de até 105 dias. Se o tempo ajudar, claro. Serão feitos dois novos acessos e uma rampa para cadeirantes. Durante o período das obras o portão principal e as portas de entrada das bancas, bares e restaurantes serão fechados para o lado externo.

Para evitar maiores prejuízos o Coordenador de Próprios Municipais, da SMIC, Ricardo Verdi, reuniu-se com os proprietários dos bares e restaurantes que serão atingidos. Eles estão autorizados a usar as aberturas internas e poderão colocar mesas nos corredores internos no horário do almoço até às 15 horas. Também o horário de funcionamento para o lado interno foi prorrogado até às 20 horas. A limpeza também merecerá cuidados especiais na área. Foi feita uma reunião com a vigilância e com a coordenação da limpeza. Carrinhos não poderão mais passar junto à calçada interna. O Coordenador informa que a obra é de âmbito federal e que o município não tem nenhuma ingerência, nem poder de multa em caso de atrasos.

Fomos pegos de surpresa pela Prefeitura
No projeto original da obra de implantação de escadas rolantes do Trensurb apresentado para a Associação dos Permissionários do Mercado estava previsto que elas ficariam do outro lado da Avenida Julio de Castilhos. Ou seja, mais distante do Mercado. Fortunato Garcia Machado, Presidente da Associação dos Permissionários do Mercado, conta que com a boa vontade da diretoria do Trensurb, conseguiu re­dis­cutir o projeto, trazendo as escadas para junto ao Mercado, sem afastar os usuários do trem e garantir mais movimento para as bancas. Principalmente para os bares que ficam junto à calçada da Júlio de Castilhos. “Foi uma grande conquista, o Mercado vai ganhar como um todo, pelo fluxo de pessoas”, diz o presidente.
Porém, as obras vão causar alguns transtornos, como sempre. Conta o Fortunato que o engenheiro Agnelo, da SMIC, fez uma reunião com os lojistas que terão o movimento mais diretamente afetado pelas obras. “Estamos tentando reduzir ao máximo o impacto, acelerar as obras. Tem as chuvas, que arrastam as obras. Estamos aguardando um retorno do nosso encaminha­men­to”, diz Fortunato, a partir de uma reunião com representantes do Metrô, da SMIC e da Prefeitura. “Mas fomos pegos de surpresa pela Prefeitura que já sabia que haveria esta obra e não tinha nos informado. Acho que ninguém mais do que o Trensurb está interessado em agilizar o processo. Calculamos que tudo vá estar pronto em até 120 dias, se o tempo ajudar”, conclui ele.

“Vai afetar até o centro da cidade’
Já Paulo Henrique Got­tert, da Marpesca, diz que vai afetar em muito o seu negócio, principalmente por ser uma banca nova. “Recém vamos fazer dois anos. A gente conseguiu recuperar e requalificar o ponto. É um investimento a médio prazo. Mas eu acho que é um mal temporário, espero, para trazer um bem definitivo”, sentencia. Ele acha que a obra era necessária, principalmente na calçada, deplorável, na opinião dele, ameaçando o transeunte até de quebrar um pé. Ele vai mais longe: acha que vai afetar, inclusive, o Mercado e até mesmo o centro da cidade, lembrando que vai ter uma pista a menos na avenida Júlio de Castilhos. “Aquelas pessoas que vêm aos sábados, será que vão continuar vindo? Imagina um final de tarde, sexta-feira, o engarrafamento?”, pergunta.

 

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