Tommaso Dilo Renzo: alegres lembranças natalinas da Itália

Especial de Natal

 

Tommaso e as diferenças dos Natais

O famoso Francisco, ou “Chico”, é um dos irmãos italianos da Banca Central, com longa tradição no Mercado Público. No meio das correrias de fim de ano, ele falou rapidamente à reportagem do JM, recordando os bons e alegres tempos em terras italianas.

Ele diz que na Itália o natal é “totalmente diferente”. Por exemplo, na ceia não se come peru. Lá, nos informa ele, os italianos preferem como ceia de natal o “zampone”, que nada mais do que um pé de porco recheado, preferencialmente com lentilha. Ele também conta que o italiano também come muito “prato de bacalhau”, assim como os portugueses. O peixe, como não poderia deixar de ser, é geralmente acompanhado por espaguete. E, como exemplo de um bom aperitivo, Tommaso diz que seus patrícios costumam também fazer bolinhos de bacalhau, frito no azeite de oliva – uma delícia, segundo ele. Mas tem muitas receitas locais que ele não conhece. Mas sabe que panetone é a primeira coisa que tem na mesa, claro.

Natal com neve
A ceia, na véspera do natal, costuma ser servida por volta de 10 horas da noite. E um bom católico italiano também não perde a Missa do Galo, rezada à meia noite. Tommaso recorda que às vezes fazia neve. “Uma vez foi muito bonito, bem na hora em eu estava indo na missa começou a nevar”. Ele também recorda de Nápoles onde tem uma rua só com lojas de presépios, linda segundo ele, e onde “todo o povo italiano vai comprar”. Os preparativos também começam cedo, com a montagem da árvore de natal. “As igrejas todas tem presépios, feitos em alguns casos com a participação do povo”, diz Tommaso. Na véspera se toca gaita, do tipo escocês, na frente das igrejas num “clima muito festivo, familiar e católico”, diz. O fim de ano, revela, é uma loucura. “Festa, champanhes, fogos. E muito vinho, de marcas boas – por causa do frio, né?”

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