Thedy Corrêa “Em cada banca o Mercado Público conta a história da cidade”

Thedy Corrêa

“Em cada banca o Mercado Público conta a história da cidade”

 

Um pouco antes da apresentação da sua banda, a Nenhum de Nós, no Largo Glênio Peres, nas comemorações dos 241 anos de Porto Alegre, o vocalista Thedy falou com a reportagem do Jornal do Mercado Público. Aqui, o seu breve depoimento.

 

Sou um frequentador do Mercado Público, de verdade.  Compro minha erva mate aqui, sempre na mesma banca, a 33. Compro frios na Banca do Holandês, frequento o quiosque que vende livros antigos e gibis – sempre chego ali para comprar um Tex antigo. Conheço bem e gosto de vir aqui. Sempre que a gente vem, as pessoas te saúdam, “bacana que tu vem e te ver aqui”, a gente conversa. Então  o Mercado para mim é muito próximo, adoro vir e me sinto em casa aqui. Acho que o Mercado Público tem uma importância fundamental na cultura da cidade. Mas, tem pessoas que não conhecem, não frequentam o Mercado e não sabem dessa importância. Então, elas que estão perdendo. Ele funciona como “mão” cultural aqui no Centro da cidade, é uma referência. Acho que as pessoas deveriam se orgulhar, visitar, comparecer e conhecer. Eu lamento que a cidade, em parte, tenha crescido tanto que, às vezes, o Mercado não consegue chegar em todo o mundo. A gente vai (nas viagens) em mercados muito legais, que replicam um pouco desse universo que tem aqui. Cada um tem uma particularidade, a gente come uma empada deliciosa lá no mercado de Goiânia, peixe no mercado de Florianópolis. A gente gosta de frequentar por reconhecer nos mercados públicos essa legitimidade de ser um representante da cultura e dos hábitos de cada lugar. Acho que a erva mate é o que representa melhor o Mercado, que, com cada banquinha, conta a história de Porto Alegre.

 

Foto: Letícia Garcia

COMENTÁRIOS