Solar dos Câmara

Tombado como Patrimônio Histórico Nacional pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a construção é a mais antiga de arquitetura residencial em Porto Alegre. Ao longo dos seus 200 anos de história, recebeu figuras notáveis como os imperadores Dom Pedro I e Dom Pedro II, o Conde d’Eu, Duque de Caxias e o botânico Auguste de Saint-Hilaire.

Foto: Marcos Eifler/Agência ALRS

Nos idos do século XIX, o casarão localizado na Rua Duque de Caxias, nas proximidades dos três poderes do Estado, foi o centro da política do Rio Grande do Sul.

Sua construção ocorreu entre 1818 e 1824, para servir de residência ao primeiro Presidente da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul, José Feliciano Fernandes Pinheiro — que, mais tarde, obteve o título de Visconde de São Leopoldo por ter recebido os primeiros imigrantes alemães no Estado. Também é considerado o primeiro historiador do RS pela sua obra “Anais da Província de São Pedro”.

Originalmente, a construção foi concebida em estilo colonial português. Em 1847, após a vinda do segundo morador, José Antônio Corrêa da Câmara (Visconde de Pelotas, 1824–1893), presidente do estado em 1889 e condecorado no ano seguinte como Marechal Câmara, a casa passou pela sua primeira grande reforma, atendendo ao estilo neoclássico da época.

O prédio foi ampliado e os ambientes internos receberam requintes como veludos, lustres, tapetes e cristais.

As gerações continuaram sucedendo a posse do local. O terceiro morador foi o professor Armando Câmara, neto do Visconde de Pelotas e bisneto do Visconde de São Leopoldo, que viveu na casa até a sua morte, em 1975.

Por não haver descendentes, o Solar ficou desabitado por um período. Com isso, ainda nos anos 70, foram iniciadas as tratativas da Assembleia Legislativa com a família Câmara para aquisição do prédio.

Em 1981, ao adquirir o Solar, a AL passou a administrá-lo, instalando inicialmente o Serviço de Pesquisa, Documentação Histórica e Museu.

Sete anos mais tarde, foram iniciadas as obras de restauração, em parceria com o Iphan, concluídas em 1993. Nesse ano, o Solar foi aberto à comunidade como um espaço cultural, com apresentações artísticas e outras atividades.

Atualmente, estão instalados na casa um pequeno memorial, biblioteca e, também, o Departamento de Relações Institucionais da Assembleia.

Além disso, no espaço funciona a Escola do Legislativo, que promove projetos de cidadania e educação para servidores e estagiários da Assembleia e alunos de escolas da rede estadual.

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