Saindo da Rotina

Definir em palavras um local com quase 150 anos de história se torna uma tarefa complicada. Mas, entre todas as características possíveis, defini-lo como um centro de lazer pode ser uma boa opção. Diariamente, pessoas que buscam um passeio diferente ou que, simplesmente, querem sair da rotina se encontram no Mercadão.

 

Maria Lúcia Teixeira e Ricardo Rodrigues

Diariamente, pessoas que buscam um passeio diferente ou que, simplesmente, querem sair da rotina se encontram no Mercado Público de Porto Alegre.

Maria Lúcia Teixeira e Ricardo Rodrigues

 

Por influência da sua mãe, que sempre gostou de fazer compras no Mercado, a porto-alegrense Maria Lúcia, de 55 anos, acabou adquirindo o hábito de ir regularmente ao local. Mas, agora, não apenas para fazer compras. “A Banca 40 é uma banca que frequento desde pequena. O ambiente é muito bom, assim como o café. Minha filha de 17 anos também vem bastante para tomar sorvete”, diz. Em meio à conversa, chega o marido de dona Maria Lúcia. Ricardo estava passeando e aproveitou para comprar algumas coisas. “Bancas como a Macrobiótica Sauer e a 43 são as que a gente mais gosta. Aqui [na Banca 40] paramos para acompanhar o movimento e aproveitar o Mercado”, diz Ricardo.

 

 

José João dos Santos

Diariamente, pessoas que buscam um passeio diferente ou que, simplesmente, querem sair da rotina se encontram no Mercado Público de Porto Alegre.

José João dos Santos

Morador de Porto Alegre, mas vindo do interior do estado, João tem nos livros o seu lazer. Por conta disso, não é difícil encontrá-lo na Banca de Revistas do Julio, o seu ponto preferido do Mercado. “Eu venho seguido aqui no Mercado. Frequento as bancas de fiambres, mas gosto bastante de comprar palavras cruzadas, jornal e algum romance ou crônicas”, diz. Para ele, o Mercadão é bom como um todo, porém sente falta do segundo piso, interditado desde o incêndio de 2013.

 

 

Maria Lúcia Ferraz

Diariamente, pessoas que buscam um passeio diferente ou que, simplesmente, querem sair da rotina se encontram no Mercado Público de Porto Alegre.

Maria Lúcia Ferraz

Se perguntarem à Maria Lucia há quanto tempo ela frequenta o Mercado, não terão uma resposta precisa. “Eu lembro do Mercado desde a época em que passava o bonde por aqui. Vinha quando criança, com a família. A salada de frutas com sorvete da Banca 40 ainda tem o gosto daquele tempo”, diz. No inverno, o seu almoço é regado à sopa que ela só encontra no Mercado. Antes da interdição do segundo piso, ela costumava ir com a sua filha em um restaurante vegetariano, o Telúrico. “O Mercado é um verdadeiro ponto de encontro, não serve apenas para fazer compras. Ele é todo bonito, né? Foi lamentável o que aconteceu, o segundo piso está fazendo falta. Acho importante que as coisas voltem logo como eram”, finaliza.

Fotos: Fabiane Pereira

 

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