Rumo a Brasília

Projetos da terceira etapa de restauração do Mercado Público estão sendo finalizados este mês para envio ao IPHAN de Brasília. Sem outra fonte de recursos, os itens do PPCI, necessários para reabertura do segundo piso, também foram incluídos nesta etapa.

 

São 15 projetos nesta terceira etapa da restauração. No início de maio, a documentação foi entregue ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Rio Grande do Sul (IPHAN-RS), que solicitou algumas complementações. Os projetos, então, voltaram à unidade do Programa de Aceleração do Crescimento Cidades Históricas (PAC-CH) Porto Alegre, da Coordenação de Memória/SMC, para ajustes. Após aprovação do IPHAN-RS, eles serão enviados ao IPHAN de Brasília, que fará avaliação item a item. Seu valor ultrapassa R$ 30 milhões, verba que, após aprovada, virá do PAC-CH.

Projetos da terceira etapa de restauração do Mercado Público estão sendo finalizados este mês para envio ao IPHAN de Brasília - Jornal do Mercado

Foto: Gabriela da Silva

A LISTA

Os projetos da terceira etapa são: cobertura metálica e cobertura cerâmica (da área não sinistrada); forros; circulação interna; pavimentação; recuperação e pintura das fachadas; elevadores; escadas rolantes; projeto de refrigeração e exaustão; projeto elétrico, de telefonia, de lógica e de Sistemas de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA); projeto hidrossanitário (que inclui esgoto pluvial e cloacal); reforma dos sanitários; reforma da sala da administração do Mercado. Além destes, que pretendem qualificar e trazer mais segurança ao Mercado como um todo, os itens do Plano de Prevenção e Proteção contra Incêndios (PPCI) exigidos para a reabertura do segundo piso acabaram incluídos nesta etapa: escadas metálicas novas, revisão das escadas existentes e reservatório interno d’água.

PPCI

Após meses de indefinição – que incluíram a possibilidade de recursos vindos através de medida compensatória de uma empresa, o que aceleraria o processo –, foi decidido que as exigências para o PPCI seriam incluídas nesta etapa para, pelo menos, encaminhar a solicitação de recursos. “Se houver uma forma mais rápida de financiar e a gente conseguir captar antes, nós retiramos esta parte do projeto”, informa Briane Bicca, coordenadora do PAC-CH Porto Alegre. “Porque, claro, o recurso do governo federal exige uma quantidade grande de garantias e procedimentos, porque é um recurso público. ” A expectativa é que o IPHAN dê prioridade a estes projetos, para liberá-los o quanto antes. Até o fechamento desta edição, a documentação estava em Porto Alegre, mas a previsão é de que seja enviada à Brasília ainda este mês.

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