Restauração do segundo piso

A área do Mercado atingida pelo último sinistro levou três anos para ser restaurada, mas continua interditada por problemas de segurança e acessibilidade.

Foto: Fabiane Pereira

A restauração da área destruída pelo incêndio de 6 de julho de 2013 começou a ser encaminhada pela gestão José Fortunati por um grupo de trabalho composto por membros da prefeitura e da Associação do Comércio do Mercado Público Central (Ascomepc), que representa os mercadeiros. No dia seguinte ao incêndio, a então presidenta Dilma Rousseff garantiu recursos para recuperação do Mercado por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas, por ser um prédio tombado como Patrimônio Histórico e Cultural de Porto Alegre.

Mas uma consequência do tombamento é que toda a intervenção, incluindo o processo de restauração, envolve uma série de detalhes técnicos, com o uso de materiais específicos e a preservação das características históricas do prédio, o que leva a uma minuciosa aprovação dos projetos e da documentação pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), seguindo os seus parâmetros.

A Coordenação de Memória pré-orçou o Iphan estimando o valor de R$ 19,5 milhões para restauração. À medida que os projetos foram feitos, os recursos foram sendo liberados, inicialmente sem dificuldades, porque foi possível utilizar projetos existentes desde a reforma de 1997.

As obras de restauração começaram em fevereiro de 2014. A recuperação das estruturas metálicas superiores foi concluída ainda em 2014 pela empresa Metasa. Já as obras civis, que são a parte estrutural (como paredes, piso, salas, esquadrias, janelas, portas, banheiros e laje), foi terminada em 2016 pela Arquium.

Até essa etapa, foram usados cerca de R$ 10 milhões dos recursos federais do PAC. Em dezembro de 2016, foi anunciada a conclusão do telhamento (cobertura metálica, brises, telhas do telhado central, etc.) e a instalação da rede elétrica emergencial, com recursos do seguro do prédio, cerca de R$ 5,8 milhões.

O restante do valor garantido pelo PAC está hoje em fase de liberação. Os projetos da terceira etapa a contar com esses recursos vão desde elétrico e hidrossanitário até de qualificação, num valor estimado de R$ 14 milhões.

Desde abril, a equipe SMC trabalha na complementação da documentação que foi solicitada pelo Iphan. A área atingida pelo incêndio de 2013 já está com a estrutura restaurada plenamente, mas continua interditada por três motivos principais: a exigência de um novo Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio (PPCI), a necessidade de solucionar a rede elétrica provisória e a falta de acessibilidade para o segundo andar.

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