Reformas no piso do Largo Glênio Peres

Reformas no piso do Largo Glênio Peres

A repavimentação do Largo Glênio Peres está chamando a atenção do Mercado. A substituição do piso pretende melhorar a circulação no local, especialmente dos veículos de carga e de finais de semana, com peso mal suportado pelo basalto original do Largo. As obras são da parceria público-privada entre a Prefeitura e Coca-Cola.

 

 

    O piso da década de 90, de basalto e pedra portuguesa, resgatava desenhos da Porto Alegre dos anos 30. A pedra portuguesa e o basalto serão substituídos por blocos de concreto em cinza claro e escuro, com desenhos inspirados no traçado original; os paralelepípedos serão mantidos. Segundo o coordenador do projeto Viva o Centro e do Gabinete de Planejamento Estratégico da Prefeitura, Glênio Bohrer, que acompanha as reformas, o objetivo é um piso mais resistente ao trânsito veicular. “O basalto até hoje se mostrou inviável, exigindo permanente manutenção, e, mesmo assim, sendo impossível de dar conta na medida em que carros de serviço, ou mesmo do estacionamento, acabam quebrando essas peças. Eles não são muito adequados para o espaço, para a função que cumprem”, diz. Luiz Merino Xavier, arquiteto do Patrimônio Histórico e Cultural, mestre em Planejamento Urbano e Regional e consultor de patrimônio cultural do Projeto Monumenta, destaca a perda do desenho original, e acredita que correções deveriam vir em lugar da substituição das pedras. “Estão trocando uma pedra nobre por blocos de concreto, que é um tipo de piso para estacionamento de fábrica, de shopping. Eu não acho isso adequado para a nobreza desse espaço. Acho que está privilegiando a função de estacionamento”, diz. Além da troca do piso, está em construção o chafariz, com 14 pontos de jatos d’água ornamentais, junto à fachada do Mercado, próximo aos decks. “Vão dar para o Largo uma característica de mais humanização, com o barulho da água, com iluminação diferenciada, fazendo com que esse lugar se valorize ainda mais”, diz Bohrer. Para Merino, que considerou excessiva a intervenção,  isso pode aumentar a umidade no local. O resultado das reformas, segundo estimativas, poderá ser conferido dentro de dois meses.

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