Reforma no Havana

Reforma no Havana

 

O Havana é um tradicional ponto do Mercado Público há mais de 50 anos. Com saída para o Largo Glênio Peres, o espaço teve que passar por uma reforma – parte da solicitação da Prefeitura para modernização de todas as bancas nos quadrantes 3 e 4, devido aos eventos da Copa de 2014.

 

As mesas e cadeiras seguem o mesmo modelo; as cores na parede e nas colunas são parecidas. Os azulejos não estão mais na parede, agora lisa e pintada de bege; a iluminação mudou. Mas os quadros emoldurados, à direita de quem entra pelo Largo Glênio Peres, estão ali para lembrar da história do Havana, assim como um velho relógio em que está escrito: “Aqui, inverno e verão, mocotó diariamente”. No balcão está José Pires da Silva, mais conhecido como Zé do Havana, proprietário há 25 anos do espaço que é parte da história do próprio Mercado. Mas a reforma no Havana não partiu de um desejo de José, e sim de uma solicitação da Prefeitura por modificações. Como muitos mercadeiros, José reformou o espaço, mesmo a contragosto. “A história é a mesma. Estou fazendo a reforma porque sou obrigado. Por mim, não teria ideia de mudar grande coisa”, diz. Apesar das renovações no espaço – que manteve, contudo, seus traços originais – o Havana continua o mesmo. Uma das poucas bancas a servir mocotó o ano inteiro, o Havana ainda serve fígado acebolado, filé de peixe e a tradicional “a la minuta”. Para acompanhar, chopes, cerveja preta e vinho colonial. “Totalmente igual meu sistema de trabalho”, afirma Zé do Havana. Os fiéis clientes agradecem.

 

Foto: Letícia Garcia

 

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