Rasen, a cerveja de Gramado

Rasen, a cerveja de Gramado

 Os sócios, dois irmãos, estudaram o mercado até se decidir pela nova tendência, a cerveja artesanal. Mas tudo surgiu, como diz Augusto Schwingel Luz, sócio proprietário, de uma brincadeira de fazer cerveja como hobby. “Aos poucos fomos vendo que era um baita negócio”. Levaram quatro anos desenvolvendo o projeto.

 

     Em apenas três anos já sentiram os resultados: as vendas praticamente triplicaram. No começo era apenas o chope Pilsen, em seguida já começaram a engarrafar a long neck e logo após a cerveja escura Dunkel, já pensando no inverno. Os lançamentos se sucederam: vieram a garrafa de cerâmica (cifão) de chope Pilsen e em maio 2010 a Âmbar Ale, cerveja de alta fermentação. Em abril de 2011 foi lançada a garrafa de 600 ml, pondo fim à linha long neck. Foi outro salto nas vendas. Aproveitando o bom momento, a Rasen lançou então a cerveja Weisen, de trigo, alta fermentação, encorpada, não filtrada e com aroma frutado de banana e cravo. Outra novidade que fez muito sucesso foi a edição limitada da Brown Ale, em 2011. Em estilo toffen, da mesma família da Âmbar Ale. Foram produzidas 4.500 garrafas da cerveja,  batizada de Rasen Bagual, com um lenço gaúcho e um rótulo tematizado, em homenagem à Revolução Farroupilha. A produção foi toda comercializada em um mês. Em breve mais uma novidade do gênero estará sendo lançada.

 

Consultoria especializada em cerveja e visitas guiadas

 

    A Rasen contou com assessoria especial de Katia Jorg, a primeira mulher mestre cervejeira do país. Diz Augusto que existem apenas sete mestre cervejeiros no Brasil. “É preciso ser formado em engenharia química ou de alimentos e ter um mestrado em cerveja que só existe nos EUA, Alemanha, Canadá e Inglaterra”, explica. Katia, que já tinha passado pela Brahma, Baden Baden, Einsenbahn e na ascensão da Devassa, fez consultoria e ministrou curso de três meses aos novos empresários. Hoje assessora a Rasen duas ou três vezes por mês. O cervejeiro, contudo, é o primo Rodrigo Luz. No final de 2011 a cervejaria passou por uma ampliação e o bar foi reformado, para receber as visitas diárias à fábrica para acompanhar todo o processo de produção. Só em dezembro/2011 foram mais de sete mil pessoas. Quanto ao público, Augusto diz que o consumidor está cada vez mais exigente, não se importando de pagar mais caro e os restaurantes mais preocupados com a qualidade, buscando diferenciais. E a artesanal é um deles.

 

(BEBA COM MODERAÇÃO)

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