Questão elétrica em análise

Novo empecilho para a reabertura do segundo piso do Mercado, a adequação da rede elétrica segue em aberto por falta de recursos. Opções de projetos de adequeção aguardam análise na CEEE.

 

 

Foto: Fabiane Pereira

Após o incêndio de 2013, a rede elétrica do segundo piso foi adaptada e parte dela foi redirecionada para o primeiro andar. Essa questão ficou em aberto de lá para cá, com todos os esforços voltados à conclusão do necessário Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndios (PPCI). Mas agora que os últimos itens do PPCI estão sendo instalados pela Associação de Comércio do Mercado Público Central (Ascomepc), o restabelecimento de energia elétrica na área restaurada voltou ao centro da questão.

A previsão era de que tudo já estivesse resolvido, pois foi garantido ao Mercado após o incêndio uma quantia de pelo menos R$ 19,5 milhões em recursos federais pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas — e um dos projetos a contar com essa verba é o elétrico, incluindo uma nova subestação de energia. Mas, por ser um prédio tombado como Patrimônio Histórico e Cultural, a liberação dessa verba depende da aprovação dos projetos pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o que envolve um longo processo.

A documentação já foi e voltou do escritório do Iphan em Brasília/DF diversas vezes nestes seis anos, com a solicitação de inúmeros ajustes. Atualmente, está na Secretaria Municipal de Cultura (SMC) de Porto Alegre para nova atualização. Se aprovados quando enviados à Brasília, os projetos finalmente terão os seus recursos liberados. Mas agora soma-se ao processo a recente informação de contingenciamento de gastos anunciada pelo Governo Federal.

 

Opções

Pensando em opções para acelerar a reabertura do segundo piso, a Ascomepc, que representa os permissionários, novamente se propôs a assumir uma adaptação elétrica do segundo piso. Três projetos, recomendados pela prefeitura, foram entregues entre junho e julho para análise da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE). Caso algum seja aprovado, há, então, a possibilidade de ser financiado pelos permissionários.

Vale ressaltar que os projetos entregues para análise preveem apenas a adaptação da elétrica para que as bancas possam funcionar no segundo piso, e nào a nova subestação, que tem um custo extremamente alto, de cerca de R$ 5 milhões. A instalação de uma nova subestação depende totalmente da verba federal que aguarda a liberação do Iphan.

COMENTÁRIOS