Problemas no Mercado: o que pode ser resolvido?

Para quem já é de casa e vai regularmente ao Mercado, problemas acabam não passando despercebidos. Conversamos com alguns desses frequentadores que relataram as suas impressões acerca da estrutura e do funcionamento. Esses relatos foram levados à Coordenação de Próprios da DMIC/SMDE, responsável pelos assuntos do MP junto à prefeitura.

 

Estrutura e limpeza

Moradora de Porto Alegre, Maria Almeida é frequentadora assídua do Mercado. Ela acha que a estrutura está um pouco danificada, que há buracos no piso e que é preciso dar mais atenção à limpeza dos sanitários.

Denis Carvalho, coordenador de Próprios, responde sobre esses problemas: “Já estamos com um projeto em andamento em que traremos equipes de trabalho para fazer as melhorias no piso. Sabemos que há várias partes que estão desniveladas, muito por conta de vazamentos de água. Os buracos maiores já foram fechados no quadrante baixo. O piso do segundo andar também está com deterioração. A gente espera fazer todos esses reparos até o final de março. Acredito que em uma semana de trabalho será possível concluir. Em relação à limpeza, a nova empresa inicia na semana que vem. Estamos há três semanas sem equipe, pois a anterior teve dificuldades em apresentar documentação e não quis dar sequência ao trabalho. Logo, foi aberta uma licitação e a empresa vencedora assina na sexta-feira (8) o contrato de 180 dias. Os trabalhos começam na semana seguinte”.

 

Bicicletários

A falta de bicicletários no Mercado também é uma demanda. Um usuário, que não quis se identificar, relatou ao JM que está sentindo falta dos que haviam próximo às escadas, nas entradas pela Av. Parobé e Av. Borges de Medeiros.

“O bicicletário da entrada pela Av. Borges de Medeiros foi tirado há mais de dois anos, por causa da instalação do gás. Já o da Av. Parobé teve que ser removido em função das obras do PPCI, que não permite que haja qualquer coisa embaixo das escadas”, explica Denis. “Estamos focados na liberação do PPCI e os bombeiros são muito rigorosos quanto à existência de objetos nos corredores que possam atrapalhar o fluxo das pessoas. Além disso, iniciativas como o Bike Poa diminuem o uso desses bicicletários. Portanto, a inclusão de novos bicicletários na parte interna do Mercado é improvável. Estamos há seis anos na luta para tirar o alvará dos bombeiros para liberar o segundo piso. Não podemos arriscar.” Lembrando que a Associação de Comércio do Mercado Público Central (Ascomepc), que representa os permissionários, é que está responsável pelo PPCI desde o ano passado, após acordo com a prefeitura por meio do MP-RS.

 

Fachadas

Dejanira Machado aponta como problema o visual das fachadas das entradas principais. Acredita ser necessária uma reforma para que o Mercado fique tão bonito quanto já é.

“Não é uma situação barata e não temos recursos”, diz Denis. “Há outras prioridades no momento, como a questão da capacidade elétrica do segundo andar, que está com instalação provisória desde a época do incêndio. Com os recursos que temos do Funmercado, o objetivo é fazer uma subestação para que possamos realocar as lojas no segundo piso. Todavia, estamos no aguardo da liberação dos recursos do PAC Cidades Históricas. Quando vier, serão R$ 9 milhões que entram para a fachada e as outras demandas de infraestrutura.”

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