Praça da Alfândega

Praça histórica do final do século XVIII, surgiu com o núcleo inicial da cidade, sempre ligada ao Guaíba e às atividades trazidas por ele. Em 1804 foi ampliado o ancoradouro do cais de pedra que existia junto ao rio para facilitar o desembarque de passageiros e mercadorias. Foi construída uma ponte sobre o rio, com cais e trapiche. Já nesta época havia uma praça defronte ao trapiche, chamada de Praça da Quitanda, junto ao prédio da primeira Alfândega da cidade.

 

Neste ano também foi construído um prédio próprio para a alfândega no corpo da praça, no alinhamento da atual Rua Sete de Setembro. A praça passou então a se chamar Praça da Alfândega – na época, muitos logradouros públicos recebiam o nome devido às atividades nelas desempenhadas.

Anos depois, a Praça da Alfândega, sendo um forte ponto de referência e representando todo um passado histórico, era o local natural para localização do ponto de desembarque de passageiros. Desta maneira, a construção do cais começa ali. Em 1912, a demolição do prédio da Alfândega e o aterro de 100 metros de largura sobre o rio foram decisivos para a conformação atual da praça, levando à reformulação geral e o ajardinamento deste novo espaço urbano. O projeto paisagístico, de inspiração francesa, é geométrico e seu eixo central, possui uma forte marcação, delineada pela pavimentação e pela vegetação – palmeiras-da-Califórnia. Este eixo se desenvolve até o cais, cortando a pequena Praça Barão do Rio Branco, finalizando e focando o Portão do Cais, enquadrado pelos prédios do MARGS e do Memorial do RS através da Avenida Sepúlveda.

Em 1923, foi instalada a estátua equestre do General Osório, em bronze, no centro do logradouro, com espelho d’água, chafariz e bancos. Em 1935 a estátua “A Samaritana”, colocada na Praça Montevidéo em 1925, é transferida para a Praça da Alfândega cedendo lugar à Fonte de Talavera.

Em 1979, foram unificadas as Praças Senador Florêncio e Barão do Rio Branco, incorporado ao leito da Rua Sete de Setembro, transformando a área em um grande calçadão e denominou-se de Praça da Alfândega a área compreendida entre a Rua dos Andradas, Capitão Montanha, Siqueira Campos e Cassiano do Nascimento.

Além disso, desde 1955, sempre na segunda quinzena do mês de outubro, acontece na praça a tradicional Feira do Livro, um dos maiores eventos culturais do Rio Grande do Sul.

Foto: Rene Hass

 

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