Pontos de vista

O Mercado Público sempre foi e sempre será um local para todos os públicos. As diferentes idades e pontos de vista se encontram nos corredores, seja a espera de um amigo, admirando um axé ou apreciando a feira de vinil.

 

  Luan Bitencourt Dias

A rotina de Luan, estudante de História de 25 anos, não permite que o jovem frequente o Mercado tanto quanto gostaria. Admirador das feiras e dos livros, a sua área favorita de visita, revela sentir falta de algumas coisas que já não existem mais no local. “Gostava muito quando tinha o piano aqui embaixo e quando o segundo piso funcionava. Estou esperando a reforma ficar pronta ainda”, diz.

As origens porto-alegrenses do estudante falam mais alto quando o assunto é a preservação do Mercado. “Ele deveria ser mantido como está. Poderia ter uma estrutura melhor, mas privatizar, não. Ele perderia a identidade, pois é um dos pontos mais icônicos da capital. É uma das partes principais do centro e, como eu estudo História, a existência dele é importante, principalmente por um lado histórico. ”

 

 

Luis Eduardo Duarte

À espera de um amigo, Luis Eduardo, de 19 anos, não faz do Mercado o seu ponto de compras, mas sim seu ponto de encontro sempre que precisa visitar o Centro Histórico. “Gosto mais de ficar pelos corredores, encontrar amigos aqui e ficar no segundo piso, apenas admirando”, relata.

Desde a sua primeira visita, com o seu pai em 2007, o estudante de Administração gosta da essência do local, mas acha que ele poderia ser diferente. “Gostaria de ver lojas de roupas aqui. Assim teria mais coisas para ver além do que tem hoje”, diz.

O pensamento moderno não atrapalha o laço que o jovem tem com o Mercadão. No seu ponto de vista, “ficaria faltando alguma coisa se não existisse o Mercado Público em Porto Alegre”.

 

 

 

Rose Ferreira

Atraída pela diversidade dos produtos, a frequentadora Rose Ferreira é uma das defensoras do Mercado. Enquanto observava o axé, em meio ao Bará, a socióloga de 55 anos declara não apoiar os rumores da possível privatização do local. “Apesar da necessidade e de precisar de melhorias, acredito que poderia haver uma outra forma de melhorar o Mercado. Ele deveria continuar sendo público, continuar sendo do executivo, e não ser posta uma empresa privada”, acrescenta.

A moça, natural do interior do estado, mora na capital há alguns anos e desde então aprecia a cultura, as bancas e os aromas do Mercado, já que este é um local de “tradição do povo gaúcho”.

 

 

 

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