Pioneirismo na venda de cervejas artesanais no Mercado

PRECURSOR

Pioneirismo na venda de cervejas artesanais no Mercado

 Foi um amigo que encorajou Rodrigo Tomasel, do bar restaurante Nova Vida, a vender cervejas artesanais no Mercado. Hoje disponibiliza 68 rótulos de cervejas do gênero para os seus clientes. E somando com as comuns são aproximadamente 80 tipos, que variam de 8 a 39 reais.

 

    “É um líquido precioso, que obedece a lei de pureza alemã, não é uma cerveja prostituída, como a das grandes empresas. Comecei a tomar cerveja no bar do meu amigo e fui apurando o meu paladar”, diz Rodrigo, que passou a investir nas pequenas cervejarias. Em pouco tempo ele já acumulava um bom conhecimento do assunto, fazendo cursos de cerveja. No futuro pensa em produzir sua própria cerveja e trazer para o Mercado, claro. Ele começou com a novidade em novembro de 2010. De lá para cá, só aumentou o número de marcas e tipos de cervejas. Em janeiro de 2011 fez uma viagem para Santa Catarina, onde conheceu 18 microcervejarias. A ideia é focar no mercado nacional e abrir para as estrangeiras “de leve”. Assim, quem for no Nova Vida vai encontrar uma austríaca e muitas nacionais, numa média de dois rótulos de cada estilo. Para ele, o público está reagindo de forma bem natural, desde o início da novidade, apesar de a cerveja artesanal não ser acessível a todos. “É difícil um cliente acostumado a tomar duas ou três cervejas, tomar uma artesanal, de 15 ou 20 reais”, diz.

 

Saboreando uma legítima cerveja

      “Eu não tento convencer, nem forçar. O que a gente faz é explicar, mas nunca dizer se é boa ou ruim porque cada um tem o seu paladar”, diz Rodrigo. O fato é que o consumo aumenta dia a dia. Muitos compram para levar de presente para cunhados, amigos, parentes. Outros para fazer experimentação, conhecer, enfim. E tem os que conhecem, os apreciadores. Elogiam, fazem comentários, principalmente os leigos. Os clientes normalmente são formados por casais ou amigos. E nunca repetem o mesmo tipo de cerveja, provando e degustando outros. Também vão aprendendo a tomar em temperatura ambiente, ou menos geladas do que as comuns. “Uma cerveja estupidamente gelada congela tuas papilas gustativas e não vais sentir nada”, diz. As temperaturas vão de 2 a 8º graus, dependendo do tipo de cerveja. E cada uma tem um copo ou taça diferentes – formatos adequados ao modo como foram feitas. Outro detalhe importante, segundo Rodrigo é que dificilmente um bebedor de cervejas artesanais sai “abalado”.  Normalmente é um bom bebedor, que vai degustar, harmonizar com petiscos, peixe, filés, presunto, queijos, ovos de codorna, iscas de frango ou tábua de frios. É gratificante, finaliza ele: “É muito prazeroso, os clientes vem te dar os parabéns, elogiam a cerveja, o atendimento”.

 

(BEBA COM MODERAÇÃO)

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