Pessoas, a vida do Mercado Público

Eles estão durante todo o ano nos corredores e bancas do Mercado – muitos esporadicamente, outros quase todos os dias. São os clientes, fregueses, frequentadores e, por que não, amigos do Mercado. E o Natal é o grande momento deles, em busca das tradicionais compras para as comemorações e confraternizações com suas famílias.

Vitor Vargas, aposentado, 85 anos e Iolanda Vargas, 78 anos

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Foto: Lucas Vieira Lima/JM

“O Mercado traz um benefício muito grande para as pessoas, não só através dos produtos, mas também pelo contato com as pessoas. E agora com este piano tem mais espiritualidade e ajuda a trazer uma renovação, que todos estamos precisando com esta vida agitada”.

Teresa Caroni, dona de casa

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Foto: Lucas Vieira Lima/JM

“Venho para comprar nozes, frutas secas, castanhas, para arrumar a mesa de Natal. Salame e queijo também são sempre aqui no Mercado. Depois é só reunir toda a família, em torno das comprinhas feitas no Mercado”.

Anilman Lancermann, 79 anos, e Neiva Lancermann, 76, comerciários aposentados 

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Foto: Lucas Vieira Lima/JM

Ela: “Gosto de comprar no Mercado, gosto mesmo. Não compro mais porque não dá para levar. Peixe é só aqui no Mercado”. Ele: “Gosto muito de comprar peixe, mas tem uma banca que eu não compro porque eles gritam muito”.

 

Hilson Przestrzelemiec, 55, fotógrafo 

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Foto: Lucas Vieira Lima/JM

“Para comprar as iguarias do Natal, sempre dou preferência para o Mercado porque ele tem produtos sempre renovados. Venho aqui no mínimo uma vez por semana. Meus avós e meus pais frequentavam. Costumo comprar peito de peru, farinha, farofa, amêndoas. A importância do Natal é a confraternização da família, o ano que passou e o que está chegando”.

 

Natália Fragoso, 22, professora e Jana Almeida, 30 anos, advogada

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Foto: Lucas Vieira Lima/JM

Cariocas, vieram a trabalho, mas vão passar o Natal no Rio de Janeiro, com as famílias. As compras natalinas serão feitas no Rio – do Mercado, só pequenas compras e lembrancinhas. Natalia: “Gostei muito aqui do Mercado, tem muitas coisas típicas para turistas. Chimarrão já tomei, estou levando a erva, cuia e a bomba para a minha família conhecer. Jana: “No Rio tem alguns mercados espalhados, como o de Madureira, mas assim ‘concentrado’ como este, não. Natal é mais com a família, ano novo com os amigos”.

 

Rita de Cássia Schmitz, 27, pedagoga e Nila Corrêa Schmitz, dona de casa, 65

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Foto: Lucas Vieira Lima/JM

Nila: “Às vezes a gente vem juntas, mas geralmente venho sozinha comprar coisas para o dia a dia – carne, verduras, chimia, que não pode faltar, frios, queijos. Natal para mim é uma grande festa de família, a gente comemora o nascimento de Cristo e parece que tudo renasce. Aqui no Mercado a gente vem buscar frutas para fazer cuca e para a mesa de Natal, chester” Rita de Cássia: “O Natal é sempre especial, é uma data que a gente se reúne porque muitos da família são do interior”. 

 

Círia Conceição Rosa Garcia, 77, doméstica e Antônio Carlos Garcia, 82, aposentado

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Foto: Victoria Silva

60 anos de casados, moradores do bairro Humaitá, avós da ginasta Daiane dos Santos que, informam, virá passar o Natal com eles e com a família. Antonio Carlos: “A gente sempre vem fazer alguma compra, buscar carne, linguiça, mondongo, cereais, mel, essas coisas assim. O Natal é importante, a gente espera com um presentinho para um neto, para um filho. No ano novo é a grande celebração da família porque ela (Círia) faz aniversário no dia 1º do ano”.

 

Telmo Volmir Silva de Abreu, 34, açougueiro do Mercado

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Foto: Victoria Silva

“Trabalho aqui , então eu venho sempre. Busco utensílios para fazer a mesa de Natal, um presente ou outro. No ano novo também, carne branca. O Natal é quando as pessoas ficam mais felizes, um ano que acaba, outro que está chegando. Querendo ou não, ainda tem o espírito de Natal, mesmo muitas vezes oculto dentro das pessoas. Mas, aos pouquinhos ele vai se soltando, aí contagia um, contagia o outro… As pessoas aqui agregam muito, pessoas muito felizes. Sem elas, não seria o Mercado Público”.

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