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Perspectivas para o ano

Perspectivas para o ano

A restauração da parte atingida pelo incêndio que assolou o Mercado em julho de 2013 continua. Enquanto a estrutura do telhado já foi finalizada, a recuperação interna permanece em execução devido a pendências envolvendo as telhas.

 

Há um ano, no mês de fevereiro, iniciavam as obras de restauração do Mercado Público, com prazo de conclusão para 10 ou 12 meses. Mas as obras continuam – devido, principalmente, a dificuldades para encontrar um fornecedor de telhas que mantivesse o padrão histórico do prédio. Isso atrasou o andamento da restauração estrutural, que tinha previsão de entrega para outubro de 2014. “Não conseguimos cobrir integralmente todo o telhado que foi danificado. Enquanto não fizermos isso, existem serviços que a Arquium não pode fazer”, informa Antônio Lorenzi, coordenador de próprios da SMIC, que administra o Mercado. A Arquium é a empresa responsável pela recuperação da estrutura do prédio, e atualmente trabalha nos contrapisos e nas aberturas internas, que já estão quase concluídas. O passo seguinte é a colocação de pisos nas salas. Agora que um fornecedor de telhas foi encontrado, a Metasa, empresa que finalizou a restauração da estrutura do telhado antes do previsto, irá apresentar orçamento para executar a cobertura restante – que envolve a colocação das telhas, calhas, vidros e telas. Após receber o orçamento, a SMIC irá encaminhá-lo ao Ministério da Cultura através do Iphan, para que possa ser liberada mais uma parte dos R$ 19,5 milhões, recursos federais orçados para a restauração. Novos prazos para a entrega das obras não foram anunciados.

 

Projetos à vista

 

Paralelo ao andamento da restauração estrutural e do telhado, estão sendo desenvolvidos projetos complementares para a melhoria do prédio – projetos elétrico, hidrossanitário e de refrigeração. Os recursos para sua execução e futura implantação também são do montante liberado pelo governo federal. Empresas já foram contratadas e estão atualmente executando os três projetos. Segundo Lorenzi, o da rede elétrica é prioritário. “Os outros projetos, hidráulico e de refrigeração, são importantes, mas não têm a importância do projeto elétrico, porque dele depende a reabertura dos restaurantes e dos espaços do segundo piso”, diz.

 

Projetos complementares

• Projeto elétrico: prevê a construção de uma nova subestação de energia, com capacidade 50% maior que a atual. Está sendo elaborado com a aprovação da CEEE.

• Projeto hidrossanitário: prevê refazer o sistema de esgotos cloacal e pluvial e construir uma estrutura definitiva de combate a incêndio, tornando interno o reservatório de 15 mil litros de água, com gerador independente para dar pressão aos hidrantes do Mercado.

• Projeto de refrigeração: prevê a substituição do atual sistema para melhor aproveitamento das bancas.

 

Foto: Letícia Garcia 

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