Permissionários rejeitam alteração de pesos nos aluguéis

Permissionários rejeitam alteração de pesos nos aluguéis

 

A assembléia da Associação dos Permissionários do Mercado, ASCOMEPC, para discutir e encaminhar proposta sobre a questão da permissão do uso e aluguéis das bancas foi marcada pela unanimidade. Para o presidente da Associação, Paulo Göttert, a entidade sai mais forte e coesa na defesa dos interesses dos associados e do próprio Mercado. “Como decisão, estaremos comunicando a SMIC que não queremos alteração dos pesos nos aluguéis dos permissionários. E se for comprovada a necessidade do aumento do valor das permissões de uso, que seja feito de forma linear, ou seja, sem estar destacando A ou B, mas sim rateando essa despesa que por ventura venha a ser comprovada”. Também, mais uma vez, a ASCOMEPC solicita que a renovação das permissões de uso seja igual para todos, porque, segundo o presidente, tem permissionários que não estão com a permissão de uso atualizada, faltando regularizar os quadrantes 3 e 4. “A gente entende que, se a igualdade vai ser financeira, possa ser também jurídica”, diz Paulo.

Por sua vez, Francisco Assis dos Santos Nunes, proprietário do restaurante Sayuri e integrante da diretoria da ASCOMEPC, diz que a assembleia mostrou que o pessoal do Mercado é unido, lutando um pelo outro, independente das diferenças. Para ele, é preciso estar consciente de que existe um déficit, o qual deve-se cobrir, conforme reza no primeiro contrato do Funmercado, criado em 1987, prevendo que a arrecadação teria que ser o suficiente para cobrir as despesas do Mercado. Opinião semelhante tem Ivan Konig Vieira, do açougue Costelão do Mercado. Para ele não se trata de ser contra, nem, a favor do aumento. “A gente tem que ver o Mercado num todo, não adianta querer botar o déficit num determinado local ou loja. Como teve esse aumento tem que ser rateado para todos. Claro que ninguém está contente com ele, mas acho que assim fica menos pesado”. Para ele, o importante é o “bem do Mercado”. Caso a proposta seja aceita, o valor das permissões será recalculado. Segundo Adriana Leão, Coordenadora dos Próprios, da SMIC, essa análise da proposta deve levar tempo. “Nós temos um déficit, que tem que ser coberto de alguma maneira. Temos que receber a proposta para analisar essa divisão e ver a sua viabilidade”.

 

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