Permissionários do Mercado Público assumem PPCI

Após meses de tratativas, homologação do acordo entre prefeitura, Ascomepc e Ministério Público foi assinada em reunião realizada na última sexta-feira (4). Agora, mercadeiros poderão assumir as obras previstas para liberação do Plano de Prevenção e Proteção  Contra Incêndio (PPCI), que deverão iniciar em junho.

 

Mais um passo importante foi dado para a reabertura do segundo piso do Mercado, fechado desde 2013. A Associação de  Comércio do Mercado Público Central (Ascomepc) que, desde o ano passado, está em negociação com a prefeitura para a execução das obras do PPCI, agora poderá agir por conta própria para a reabertura do segundo andar. O acordo, oficialmente firmado junto ao Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS), permite a realização das obras pela Ascomepc. Logo, serão escolhidas uma das três empresas capacitadas para executarem o projeto, que terá um custo aproximado de R$ 1,5 milhão.

A reforma do segundo andar, atingido pelo incêndio de 2013, foi finalizada em 2016, porém a administração municipal não fez o que era preciso para cumprir as normas da lei que estabelece as regras de prevenção e proteção contra incêndio. Os ajustes exigidos pelos bombeiros seriam uma obrigação da prefeitura, que, Em crise financeira, alegou não ter verba para bancar os reparos. Com isso, a Ascomepc decidiu assumir os custos e tocar a obra adiante. “Fizemos tudo o que estava ao nosso alcance nestes últimos anos, pois sabemos a importância do Mercado Público para o Rio Grande do Sul. Agora, iremos dar encaminhamento ao processo para que, em breve, o prédio volte a oferecer o serviço de excelência que todos estão acostumados”, diz Adriana Kauer, 2ª secretária da Ascomepc.

Entre as mudanças solicitadas estão a adequação das escadas rolantes (retirada das escadas que não estão dentro da norma), reforma de duas escadas metálicas que não foram sinistradas, instalação de duas novas escadas de metal e construção de um reservatório de água. O valor estipulado deverá ser pago pelos permissionários por meio de uma linha de crédito aprovada junto ao Banrisul. A expectativa é que a obra comece em junho. A partir da data de início, a construtora terá de 12 a 18 meses para concluir a reforma.

 

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