Páscoa & chocolate

Páscoa & chocolate

 

*Nutrição por Rosane Barcellos

Como a Páscoa é ressurreição, é renascimento, nada melhor do que coelhos, para simbolizar a fertilidade! No século XX, os bombons e os ovos de Páscoa são criados para substituir de forma saborosa os ovos pintados com cores brilhantes, e como mais uma forma de estabelecer de vez o consumo do chocolate no mundo inteiro. É tradicionalmente um presente recheado de significados.

A fonte do chocolate

O chocolate é produzido a partir da semente do cacau, fruto do cacaueiro, originário da região equatorial da Amazônia, de onde foi levado às demais regiões úmidas do mundo. A fruta varia de acordo com a espécie; em geral é ovóide, parecendo um mamão com sulcos, a cor varia de amarelo-claro a vermelho-escuro. Das amêndoas obtém-se o chocolate e com ele se abre o leque de uma das mais ricas e variadas partes da confeitaria. Secas e torradas são convertidas também em manteiga de cacau, além do óleo.

Chocolate: Mocinho ou bandido?

O chocolate sempre foi considerado o inimigo número um das dietas e da vida saudável. Mas uma vez que se descobriu que ele estimula a produção de serotonina, esse alimento trouxe para si o mérito de melhorar o humor, ajudar a combater a depressão e a ansiedade e estimular os centros de prazer e bem-estar. E como contém substâncias estimulantes, como a cafeína, a teobromina e a tiramina, o chocolate conquistou outro predicado: agilizar o raciocínio. O chocolate é um alimento muito energético, uma única barra de 100g pode conter 520 calorias, o equivalente ao que é fornecido por um sanduíche ou um bife à milanesa. Se essa energia não for “queimada” em atividades e exercícios, será armazenada como gorduras, e as conseqüências disso, a médio e longo prazo, podem ser bastante comprometedoras para a saúde do coração.  O consumo de chocolate deve limitar-se a um tablete pequeno (30g a 50g) por dia.  O melhor horário para consumi-lo é após o almoço, as gorduras do chocolate misturam-se a de outros alimentos consumidos, facilitando a digestão e com isto menor  acúmulo de gorduras no organismo. Os mais indicados para o consumo são os chocolates escuros, quanto mais cacau, melhor! Existem chocolates com 70% de cacau em sua formulação, mais cacau, menos gorduras no processo de fabricação.  Os brancos são elaborados com açúcar, leite e manteiga de cacau, geralmente mais calórico.

Eduque-se! Aproveite o período da Páscoa e ingira chocolates à vontade, porém, não se esqueça da atividade física compensatória.

Feliz Páscoa!

 *Docente do SENAC SAÚDE unidade Passo D’ Areia.

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