PAS: Programa de Alimento Seguro avança no Mercado

QUALIFICAÇÃO

PAS: Programa de Alimento Seguro avança no Mercado

 Considerado como estratégico no processo de qualificação e modernização do Mercado, o PAS, uma iniciativa que envolve o SEBRAE, SENAI, SMIC e Associação dos Permissionários, cresce a cada dia no Mercado, com novas bancas e estabelecimento ganhando certificações. Como é o caso da Temakeria Japesca, Casa de Pelotas e Mamma Julia. Registre-se que o Mercado é o pioneiro entre os mercados brasileiro a implantar o Programa.

 

       Para Paulo Göttert, sócio gerente da Temakeria, isto mostra que é possível conseguir alguns padrões dentro do Mercado. Considera importante aplicar esta mudança de cultura, principalmente com o auxílio da equipe. “Todos puderam crescer nesse processo, como novas qualificações. Se a equipe toda não tivesse comprasse a idéia, não teria como. Não é só o cliente que sai beneficiado, a empresa também. E é uma tranqüilidade trabalhar, tendo a certeza de estar entregando um produto de qualidade para ele”, avalia. O processo levou um ano e depois da implantação os controles são semestrais. Mas, ressalta que já na reforma em 2010 já previa a busca do Programa. Agora o controle começa já na entrega da mercadoria, isto é, na própria peixaria. Para seus colegas mercadeiros, fica recomendação de não desistir. Para ele, o importante é definir as competências e as responsabilidades de cada um dentro do processo.

 

Investimento na qualidade

     Já Leonir Martelo, coordenador do Programa em nível nacional, o processo é longo e é uma questão cultural. Ou seja, o funcionário tem que se adaptar. E isso exige mudanças. Ele informa que inicialmente, há um ano e meio, 30 empresas do Mercado participaram. “Ficamos um pouco preocupados com o primeiro diagnóstico, mas felizmente a expectativa foi superada. A maioria está engajada no processo e temos certeza que 90% dos inscritos vão ser certificados”. Para ela a Temakeria Jaspeca, a primeira na área dos restaurantes a ser certificada, é um exemplo, devido ao engajamento de seus proprietários.

    O Programa para o Mercado, na sua opinião, é essencial. Tantos para os grandes, médios e pequenos estabelecimentos. Mas, assegura, não e um projeto barato. “Mas estamos buscando mais parcerias, empresas e subsídios para que todo o Mercado implante, não só nas suas bancas, restaurantes e bares”. Opinião semelhante tem o titular da SMIC, Valter Nagelstein. Entusiasta do Programa, acredita que é um investimento que traz retorno e forma consumidores mais exigentes. “A certificação é a garantia, o cuidado, o zelo, o carinho na manipulação do alimento, o treinamento do funcionário e a implantação de uma nova cultura”, conclui.

 

Mamma Julia e Casa de Pelotas – a certificação é uma vitória

   Gilberto Esteves, proprietário do Mamma Julia, diz que o Programa é muito mais minucioso. O processo de certificação do restaurante começou em janeiro de 2011 e de lá para cá foram muitas as adaptações. Nesse período foram instaladas lixeiras novas, tapetes de borrachas. “Começou pelo mais elementar que, mesmo sendo mais coisas, é mais fácil. A mudança estrutural não foi tão problemática como operar as boas práticas. Ou seja, pegar tua brigada e aplicar um novo modus operandi, que é o mais difícil”, diz. Hoje tudo é controlado: temperaturas e recebimento das mercadorias, limpeza de radiador de geladeira, panos, unha curta, touca, sapato adequado, cabelo bem preso. Hoje o Mamma já conta também com uma engenheira de alimentos. “E não é só a parte administrativa, é o miolo, a cozinha que tem que estar 100%. Hoje eu entendo completamente o meu negócio”, diz Gilberto. Por sua vez, a Casa de Pelotas, mesmo com pouco tempo de Mercado, já obteve a sua certificação. “Demorou quase um ano, a maior dificuldade foi a rotina diária, a adaptação dos funcionários”, diz Márcia da Silva Carvalho, a sócia gerente. Mas depois de um ano, os resultados são visíveis. Diz que ficou tudo mais organizado, controlado por planilhas. Ficou mais fácil saber de quando é o doce, quando foi feita e a limpeza e principalmente para chegar aonde tem uma falha”. O melhor é que aumentou bastante o movimento. “Os clientes notam, falam e perguntam. Por mais demorado que seja, vai ter o retorno”, acredita.

COMENTÁRIOS