Paralisação da segurança do Mercado Público

     No momento em que o Mercado Público cada vez mais se qualifica, um dos serviços essenciais, prestados aos permissionários e freqüentadores entra em colapso: o serviço de segurança. A empresa Reação, responsável pela segurança vinha atrasando o pagamento dos trabalhadores desde dezembro, o que provocou manifestação inédita no Mercado.

Em toda sua história o velho Mercado Público ainda não tinha assistido a uma cena igual a que aconteceu na metade deste mês, quando os próprios seguranças do Mercado entraram no seu interior com megafones e apitos, fazendo uma manifestação de protesto contra o atraso dos seus pagamentos. A bizarra situação, que mereceu um pedido de desculpas do novo coordenador do MP, Ricardo Verdi, se deu porque a empresa Reação, responsável pela segurança do Mercado Público, vem atrasando os salários dos trabalhadores nos últimos três meses. A manifestação foi organizada com o apoio do sindicato dos seguranças.
Evandro Vargas dos Santos, presidente do Sindicato e secretário geral da Força Sindical informou durante a manfestação que não se estava fazendo política, mas sim política salarial porque os trabalhadores queriam apenas seus direitos que é receber os salários em dia. “A empresa prestadora de serviços de segurança trocou a direção em dezembro e de lá pra cá vem com pagando com 15, até 25 dias de atraso”, informando também que na manifestação que três trabalhadores haviam sido demitidos, inclusive o coordenador da segurança no período da noite, Cristiano Freitas. Cobrou fiscalização por parte da SMIC, alertando que chegaria um momento em que estariam encerradas as conversações.
  Os trabalhadores também contra o não recolhimento do INSS e da distribuição dos vales-transporte e tíquete refeição. O presidente da Associação dos Permissionarios, Fortunato Machado informou que a situação já havia sido alertada em reunião com o próprio prefeito. Informou também que já havia se reunido com o novo coordenador do Mercado, Ricardo Verdi. “Queríamos saber se teríamos garantia mínimas de segurança. Pagamos nossa permissão de uso, estamos em dia, a prefeitura deveria ter a obrigação de prestar um serviço de qualidade e não consegue garantir gestão de qualidade. Para nós é ruim este tumulto aqui dentro do Mercado. A população que vem aqui merece respeito.”
No auge da crise, a Guarda Municipal surgiu como uma das soluções emergenciais. Ricardo Verdi encaminhou o assunto notificando a empresa Reação. Enviou relatório ao titular da SMIC sugerindo a rescisão de contrato e a realização de um contrato emergencial e uma nova licitação. Informou também ter conversado com o diretor da Reação, que garantiu que o pagamento seria feito.
A gerente da empresa Reação, Rachel esteve no Mercado, limitando-se a dizer que o atraso ainda estava dentro da lei e não soube responder às perguntas e pressão dos manifestantes sobre o pagamento. Em determinado momento houve uma negociação entre a gerente comercial e os grevistas, mas ela se negou a dar entrevista. “Tem que pagar o nosso dinheiro em dia, se a SMIC paga em dia o que estão fazendo com o nosso dinheiro? Não viemos trabalhar para pagar as contas da empresa, o dinheiro que é repassado está lá na conta da empresa”, disse a segurança Rose Camargo.
No início da tarde do mesmo dia a empresa efetuou o pagamento dos salários aos funcionários.

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