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Outros pratos que esquentam seu inverno

Outros pratos que esquentam seu inverno

 

 

 

Língua com ervilha da Nova Vida: especial de boa.

Os segredos do prato são muitos, segundo Rodrigo Tomasel, o dono da Nova Vida: começa que é preparado de um dia para o outro. E é feito pela mesma e experiente cozinheira, com mais de 70 anos, já há muito tempo. “É uma língua bem macia, bem preparada e bem limpa, caprichada”, garante Rodrigo. Além da língua vai feijão branco, arroz, purê de batata e um bom vinho para acompanhar. Todos os ingredientes comprados no Mercado, “para prestigiar nossos colegas”, diz o proprietário. Ele informa que o prato é muito procurado, até porque não é muito encontrável no Mercado e nos arredores. O prato vem ao custo de R$ 8.90. O vinho? “Colonial da casa, em jarra ou em taça, caprichado”, brinca Rodrigo.

 

 

Mocotó do Marco Zero: suculento e no capricho.

Segundo Claudiomiro Adam, o proprietário do Marco Zero, o carro chefe da casa no inverno é o mocotó. “Tem que ter qualidade e bom atendimento”, diz ele. A qualidade começa pelo mondongo grosso, “que faz a diferença”, tendão limpo, branco. Estes são os ingredientes do Suculento Mocotó, nome do prato dado por Cláudio, como ele é mais conhecido. Vai feijão branco, azeite de oliva Carbonel e linguicinha. Acompanha temperinho verde, pimenta e ovo ralado.

Será servido de acordo com a temperatura. “Ferve seis horas, por isto é sempre novo”, diz Cláudio, explicando porque não serve o prato nas segundas-feiras. O vinho vai desde um bom colonial a um vinho importado, o cliente é quem decide. As terrinas saem a R$ 15,00 para uma pessoa e R$ 20,00 para duas. Marco Zero também oferece a sua tradicional feijoada.

 

 

 

 

Bobó de camarão do Mamma Júlia: a Bahia é aqui.

Prato baiano, famoso em todo o Brasil, o Bobó de Camarão é uma das atrações do Mamma Júlia. Servido o ano inteiro, tem como base o creme de aipim. “É o que dá consistência”, diz Gilberto Esteves, proprietário do Mamma. Cada um escolhe seus temperos, mas o do Mamma vai cebola, alho e todos os tipos de pimentão. Gilberto dá algumas pistas do preparo: “O camarão fica cozinhando, quando estiver quase no ponto vai o azeite de dendê, leite de coco e o creme de aipim. Quando encorpar o creme, está pronto”. Acompanha arroz branco e batata, cozida ou frita. O prato sai a R$ 28,00 para uma pessoa e R$ 38,00 para duas. Além do Bobó, o Mamma também ataca no inverno com caldeiradas de frutos do mar, mocotó (sem tripa e coalheira), feijoada nas quartas e sábados, sopa de capeletti e a feijoadinha com aperitivo (uma espécie de caldinho de feijão, muito apreciado no Rio de Janeiro).

 

Sopão do Restaurante Embaixador

O Embaixador tem uma longa tradição no Mercado de pratos fortes, desde os tempos em que ficava aberto até 11 horas da noite, quando o casal José e Maria Boucinha comandava a casa. Estivadores, trabalhadores, funcionários públicos e do Mercado sempre se socorreram dos pratos feitos do bar e restaurantes para recuperar as forças. Agora Lucia Boucinha Machado, herdeira, vem mantendo a mesma tradição. O Sopão de legumes criado por sua mãe Maria (couve, cenoura, batata doce, batata inglesa, xuxu, moranga, milho verde, aipim, cebolinha, salsinha, tomate e a carne de peito com osso), acompanhado de pãozinho e queijo ralado, servido nos dias mais frios retempera muita gente. Principalmente os próprios trabalhadores do Mercado, que pedem que o sopão seja feito. O prato não tem nenhum segredo, segundo Lúcia. “É só fazer com amor que sai bem feito”, diz ela. A terrina para uma pessoa sai a R$ 7.00.

 

Puchero no pão da Padaria Copacabana: criatividade na mesa.

O prato é diferente em sua apresentação: ele pode vir dentro de um pão especial, que faz as vezes do prato ou da terrina. É uma receita uruguaia, informa Leandro Sousa, da Padaria Copacabana. Na verdade é uma sopa de legumes, onde vai repolho, couve, nabo, abóbora, couve-flor, cenoura, batatas doce e inglesa, aipim, milho, carne e linguiça. O segredo, diz Leandro, é saber os tempos de cozimento de cada ingrediente. Ou seja, o prato é feito por etapas para manter as características de cada legume. A casa também faz o pão para sopa por encomenda. Assim como os principais pratos de inverno, este também requer um vinho tinto como acompanhamento. Servido três vezes por semana, nas segundas, quartas e sextas, o Puchero no Pão custa em média R$ 5.00. A casa também oferece sopas de ervilha, capeletti e lentilha com bacon.

 

 

 

 Nhoque do Restaurante da Bolsa: na pura tradição italiana.

O nhoque é um prato tradicional na culinária italiana. Além de saboroso, também já faz parte do folclore pela tradição do “nhoque da sorte”, quando no dia 29 de cada mês costuma-se colocar dinheiro embaixo do prato para se ganhar o dobro. Na trilha da culinária italiana, Alexandre Premaor Novo está apostando no Mercado das Massas, incrementando o cardápio do Restaurante da Bolsa com pratos típicos da Itália. Destaque para o nhoque, acompanhado de almôndegas com um molho bem à moda caseira, com tomate, pimentão, cebolinha e polentinha bem crocante.  “Também tem outros tipos de molhos, carnes grelhadas, carnes especiais. A pessoa monta o prato com a carne e o prato que quiser”, diz Alexandre. O Nhoque com Almôndegas sai a R$ 10,00 – não incluindo as saladas e carnes. A casa também oferece fetuccine normal e de espinafre, ravióli, espaguete e sopa de capeletti.

 

 

Dobradinha do Naval: tipicamente popular

O centenário Bar e Restaurante Naval é famoso como reduto boêmio de políticos, jornalistas, intelectuais, escritores, profissionais liberais, clientes assíduos e populares. Famoso também por dois pratos, batizados por Paulo Naval, o garçom-poeta da casa, de Violento Mocotó e Terrível Feijoada. Mas outro prato típico do Naval, e o mais pedido, segundo Luciano, filho de Paulo, hoje capitaneando a casa, é a popular dobradinha. O segredo, segundo Luciano é escolher um bom mondongo, já lavado. Além dele, feijão branco, linguicinha defumada e batata. Acompanha salada mista, arroz, ovo picado e temperinho verde. Para beber, Luciano diz que o ideal é um vinho tinto, cabernet ou merlot. A dobradinha é servida todos os dias, com a terrina custando R$11.90 – dependendo dá até para duas pessoas.

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