Os braços de Porto Alegre

Independente do lugar que você venha. Independente da frequencia que costuma vir. Os braços do Mercado Público sempre estarão abertos para acolher os visitantes da capital.

 

Joana Irene Pinheiro Leal

Enquanto guarda as muitas compras nas sacolas ecológicas, Joana dispara algumas recomendações para a filha. Elas vieram à capital para que Caroline, estudante de 15 anos, fosse ao CIEE procurar um estágio.

Moram em Cachoeirinha e por esse motivo, diz Joana, não frequentam o Mercado com a frequência que gostaria. A auxiliar de enfermagem aposentada está com 65 anos “muito bem vividos” e adora a banca Japesca, onde encontra peixe fresquinho e de qualidade.

“Eu conheci a moça que é filha do proprietário da banca viajando comigo para Pelotas, um tempo atrás, e ela me remendou vir comprar aqui. Fiquei surpresa com a qualidade, agora sou cliente assídua.”

Além do peixe, Joana adora ir ao Mercado comprar frutas secas e especiarias, e diz que sempre acaba encontrando alguma fruta exótica que não conhece “além de ser ótimo vir aqui e passear, fazer um lanchinho, olhar o artesanato, conversar com as pessoas. Gosto de subir no andar de cima e ficar observando, ouvindo a música”, conta.

A crítica que ela tem a fazer é sobre a segurança do local. “Poderia ser investido em mais segurança ao redor do prédio, até para as pessoas se sentirem mais à vontade e visitarem mais esse ligar tão bom”, diz.

 

Rafael Santos e Paula Biazúz

No caminho para o Mercado, Rafael topou com a amiga de Santa Maria, Paula “por uma dessas coincidências do destino”. Não teve dúvidas, logo a chamou para ir degustar os seus tão queridos temakis na tradicional Japesca.

Com 28 anos e porto-alegrense, Rafael atualmente trabalha como auxiliar de qualidade nas Lojas Renner. Além disso, é fã assumido do Mercado Público. “Eu gosto daqui porque tem essa “vibe” histórica de Porto Alegre. Aqui eu me sinto bem, tem tudo o que eu preciso, gosto de vir comprar legumes e verduras e fazer as minhas “culinárias”. Aqui é um ponto da cidade onde a gente sempre pode marcar encontro com os amigos, é um lugar legal para trazer as pessoas, conversar, tomar um café, comer um temaki”, afirma entusiasmado.

Além disso, ele destaca a qualidade e a importância que vê no setor de produtos naturais do Mercado. “Outra coisa que não posso deixar de comentar é sobre a Feira do Vinil, que acontece semanalmente aqui. Eu gosto muito de vir, sempre encontro raridades e coisas muito interessantes”, finaliza.

Já Paula, por morar em Santa Maria não vem com tanta frequência ao Mercado, uma vez a cada dois meses por conta de trabalho e alguns compromissos, “bem menos do que eu gostaria”. Mas, sempre que está pela capital tenta dar uma passadinha pelo Mercado.

“O Mercado é um local que abarca todos os públicos e temos muitas opções aqui. Além disso, encontramos produtos de ótima qualidade, que sabemos a procedência. Por mais que estejamos em uma capital, quando entramos no Mercado temos essa sensação de proximidade e acolhimento. E é por isso que eu sempre venho aqui, é a vontade de estar no Mercado, independente do que se vai comprar” destaca.

Críticas? Paula atenta sobre prestarmos atenção em como a administração pública trata o ambiente. “O entorno, a limpeza, segurança, muitas vezes são prejudicadas pelo mau governo. Mas acredito que a vontade do pessoal em manter o Mercado e o ótimo atendimento, já elimina o que temos de negativo”, afirma.

 

Eberton Pedroso

Apesar de morar em Caxias do Sul, Eberton vem bastante à capital, de duas a três vezes na semana. O motivo? Ele trabalha com vendas de pilcha e, nessa época do ano, mais do que nunca, o trabalho não para.

Ele está inclusive com um estande no Parque Harmonia, onde acontece o tradicional Acampamento Farroupilha. No entanto, não deixa de ir até o Mercado apreciar um cafezinho e fazer algumas compras.

“Gosto de vir para cá, tomar meu café, sentar um pouco, descansar um pouco. Gosto muito da feira e das bancas de peixe. Como fico na casa de um amigo, sempre fazemos jantas na, convidamos os amigos para fazer uma confraternização, e eu adoro cozinhar peixe e frutos do mar, sempre compro aqui”, explica.

Eberto elogia ainda a segurança de dentro do prédio, que considera muito boa, com vários seguranças em diferentes pontos. Embora seja um assíduo frequentador e apreciador do lugar, por vezes se sente incomodado com a falta de organização no atendimento de algumas lojas.

“Mas, de uma forma geral, penso que o Mercado é excelente, um ambiente muito bom, eu gosto muito e não deixo de vir.”

 

Fotos: Vanessa Souza

COMENTÁRIOS