Oktoberfest cá e lá

Há 207 anos comemora-se o Oktoberfest em Munique, capital da Baviera, sul da Alemanha.  Sua origem remonta ao casamento do Príncipe Ludwig com a princesa Theresa, com mais de 40 mil convidados, onde foi decretado que ela se repetiria todo o ano. Apesar do nome, ela dura três semanas e encerra no primeiro final de semana de outubro.

 

BURGOMESTRE, por Sady Homrich

A de Blumenau chega a sua 34ª edição como excelente opção de turismo cervejeiro nacional, mas traz diferenças do seu paradigma europeu. Para começar, se algum desavisado chegar ao Theresienwiese, local da festa em Munique, vai entrar sem pagar ingresso em um parque de diversões beeeem movimentado, com carrossel, chapéu mexicano, trem fantasma e tudo. No meio desse aparente caos encontram-se os pavilhões com as marcas das cervejarias e seus Biergärten, com mesas externas para 20 pessoas. As internas são as mais disputadas pelos bávaros, que compram seus lugares com antecedência. Bandas de sopros, mulheres carregando muita cerveja e o cardápio (Speizekarte) são as atrações, além da decoração. Não há pista de dança. Quando querem dançar, levantam-se no seu lugar ao redor das mesas. Se a música é muito animada, sobem nos bancos. Terminada a música, sentam novamente. E brindam diversas vezes com uma das seis marcas de cervejas locais: Augustiner (a mais antiga e tradicional – 1328), Spaten, Paulaner, Hacker Pschorr, Hofbräu e Löwenbräu. Todas do mesmo estilo Festbier, levemente mais maltada e um pouco mais alcoólica, servidas exclusivamente em canecos de vidro com um litro chamados maß (ou mass) com preços que variam entre € 9 e € 12.

Já a de Blumenau possui uma diversidade maior de estilos de cerveja, com ênfase nas locais e na patrocinadora, a Eisenbahn (SC), que completou 15 anos, criando para o evento o tema “Estação Eisenbahn”, que transformou a Vila Germânica em uma grande estação de trem, homenageando a história da marca e a cidade de Blumenau, que foi reconhecida como a Capital Brasileira da Cerveja. Tem boa comida, pista de dança e vários banheiros, ponto não menos importante. A tradição da Märzenbier, ou mais recentemente, Oktoberfestbier, começou há muito pouco tempo por aqui, em 2008, com a sazonal da Eisenbahn (6% alc.).

Por todo o mundo, as comunidades onde houve colonização alemã tentam reproduzir os aspectos culturais. Por exemplo, Montevideo (Uruguai), General Belgrano (Argentina), Malloco (Chile) e Assunción (Paraguai) têm as suas Oktoberfests, assim como centenas por todo o Brasil.

Algumas no Sul se destacam em número de visitantes, como em Santa Cruz do Sul e Igrejinha, ambas no RS, popularizadas com atrações musicais longe da tradição germânica. As bandinhas ficam nos espaços de convivência. Esse ano poderemos provar a Brahma Extra Märzen Lager, edição especial para as festas, puro malte, com 6% de teor alcoólico.

Não esqueça de se alimentar bem e tomar água durante as festas. Se você comer na hora certa, dá para cantar “Ein Prosit, Ein Prosit, der Gemütlichkeit” um montão de vezes! Até porque a tocam de meia em meia hora…

Abraço do Burgomestre,

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