Oficina de gerenciamento de riscos para mercadeiros

Permissionários participaram de ofcina sobre gerenciamento de riscos promovida pela Secretaria Municipal de Cultura (SMC). O evento aconteceu no último dia 8, no Auditório do Memorial do Rio Grande do Sul.

Foto: Gabriela da Silva

Ministrada por José Luiz Pedersoli Jr., mestre em química de polímeros, com ênfase em materiais celulósicos e aplicações na área da conservação patrimonial, e cientista
de conversão da Scientia Pro Cultura, a oficina tratou sobre todos os possíveis acidentes que o Mercado Público pode vir a sofrer com o tempo – desde infestações de cupins até uma possível enchente, como ocorreu em 1941.

A ideia principal era dialogar com os permissionários, dentro da sua esfera de responsabilidade e poder, o que poderia ser feito para evitar acidentes de grande porte e,
até mesmo, o que fazer caso algo aconteça. “Esta oficina é um projeto originado a partir do sinistro ocorrido em 2013. A proposta inicial era apenas propor um plano de gestão de risco de incêndio, mas juntamente com a Secretaria, acabamos expandindo para formas em geral, como enchentes, intempéries, descaracterização, etc.”, afirma José Luiz.
Além da discussão sobre as medidas preventivas, outro ponto foi enfatizado pelos mercadeiros: as falhas da administração. Segundo alguns comerciantes que estavam presentes, a segurança noturna do Mercado deveria ser feita por uma equipe de seis pessoas e no momento há apenas dois seguranças. Como não possuem a gestão do local, a única coisa que os lojistas podem fazer é cobrar a DMIC. “Nós somos capazes de administrar o Mercado por um custo bem menor. Se ele ainda está de pé, é porque a Associação assumiu várias manutenções que deixaram de ser feitas”, acrescenta Francisco Assis Nunes, do Restaurante Sayuri.
O evento aconteceu no Auditório do Memorial do Rio Grande do Sul das 10h às 12h e das 14h às 18h. Além da Secretaria da Cultura, nenhuma outra entidade municipal participou.

COMENTÁRIOS