O surgimento do segundo piso

 

O surgimento do segundo piso do Mercado Público - Jornal do Mercado

Acervo Museu Joaquim Felizardo/PMPA

 

Em 1910, sob administração do então prefeito José Montaury, o segundo piso do Mercadão começou a ser construído e, com isso, deu início a uma nova fase. Na época, a ideia da construção era deixar o local com a mesma altura da Prefeitura.

As obras tiveram início em 1910 e foram uma consequência do Primeiro Plano de Melhoramentos de Porto Alegre. Após dois anos de construção, o pavimento foi inaugurado em 1912 e foi destinado a serviços de repartições públicas, escritórios comerciais e industriais, passando a ser conhecido como os “altos do Mercado”. A construção do andar superior deixou o prédio com o visual que mantém atualmente, como os frontões triangulares nos eixos principais e os ornamentos ecléticos dos portões principais.

Em julho de 1912, ainda em meio às obras, aconteceu o primeiro incêndio do Mercado, que destruiu grande parte das bancas do primeiro piso, na época feitas de madeira. Então a obra de recuperação seguiu paralela à construção do segundo piso, com a instalação de bancas com estrutura de ferro e cimento armado e um frigorífico coletivo.

Durante os anos 1940, a cidade crescia em um ritmo econômico acelerado e, aos poucos, os escritórios foram deixando o andar. Então diversas bancas foram ocupando o espaço – espaços culturais, de serviços e especialmente restaurantes, e a gastronomia tornou-se forte nos altos do Mercado. Isso foi interrompido com o incêndio de 2013, quando parte do segundo piso foi destruído. Esse sinistro fez com que os estabelecimentos mudassem de lugar temporariamente, indo para o andar inferior até a restauração do segundo piso ficar pronta.

Embora alguns acidentes tenham atingido o andar superior, ele ainda se mantém firme – no momento, com parte interditada, aguardando a conclusão e instalação de itens para sua reabertura. Por enquanto, o espaço abriga a Coordenação de Próprios Municipais, a sala da Ascompec, a sala da UNE, a Barbearia Central, a parte de produção da Padaria Copacabana e da Pão de Açúcar, o depósito de artesanato da Associação Porto Alegre Solidária (Asposol) e os sanitários masculino e feminino.

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