O ponto alto

As melhores coisas da vida, muitas vezes, são os pequenos prazeres, desde uma comida gostosa a um passeio tranquilo. No Mercado Público, é possível encontrar esses e diversos outros agrados em poucos passos.

 

Giovanna Varella

Giovanna lembra-se bem de se deliciar na Banca 40 com a deliciosa salada de frutas com nata batida e a Bomba Royal durante a infância. Hoje, aos 23 anos, continua frequentando o Mercado semanalmente, mas em busca de uma alimentação mais leve. A jovem procura por legumes frescos, castanhas, frutas secas e as famosas farinhas sem glúten e sem lactose da Banca 12.

Ressalta que o melhor do Mercado são as pessoas, a diversidade oferecida e a variedade de produtos, pois são encontradas coisas únicas, da melhor qualidade e com bom preço. Destaca ainda que em supermercados não é possível achar quase nada dessa gama de mercadorias.

Embora seja uma adoradora da cidade e do local, é sincera na hora de falar da sua estrutura.  “O Mercado poderia ser mais bem cuidado. Todos gostam de vir aqui, mas se fosse melhor cuidado estimularia mais as pessoas a visitar”, conclui.

 

Carolina Marques e Claudio Henrique

Em seu segundo dia de visita ao Mercado, o casal de estudantes residentes de São João del-Rei/MG, Carolina, de 24 anos, e Cláudio, de 23, admira o comércio tradicionalista. Ambos procuram conhecer mais a cultura gaúcha e viram nas bancas de erva-mate uma ótima oportunidade de conhecer pessoas novas e a cultura local.

Eles ainda brincam com o fato que mais lhe chamou atenção: não ver pessoas tomando chimarrão. Contudo, a feira de antiguidades conquistou os mineiros. “O que mais gostei daqui foi a feira de discos de vinil”, diz Carolina, encantada com o que viu.

Mesmo conhecendo por pouco tempo, o casal já tem sua opinião sobre o Mercado Público: “Achei bem diferente do restante da cidade. Aqui dentro parece mais tradicional, muito mais calmo, porque a cidade é muito grande. Eu achei que ele trouxe um caráter mais de proximidade.”

 

Akey’re Sant’ana

O cozinheiro de 31 anos é um apaixonado pelas especiarias do Mercado. Visitante fiel dos açougues e fiambrerias, está sempre procurando produtos frescos, de ótima qualidade e pelos elementos de diversidade, pois possuem valores históricos. “Venho pelo preço, qualidade e pela história, acho um lugar legal. Um bom passeio, onde tu sempre acabas olhando outras coisas que te interessam. Gosto da história, da circulação, das variedades de pessoas que estão aqui, desde as senhorinhas até as turmas de estudantes.”

Akey’re retoma lugares admirados e que hoje são vistos como únicos. “Lugar especial aqui é a Cachaçaria, porque acho um lugar muito legal e sou sempre bem atendido. O meu pai me ensinou a ir lá. Também gostava quando tinha feiras no segundo piso, que agora estão aqui embaixo.”

O que mais lhe agrega é o valor histórico e todo o desenvolvimento durante estes anos de atividade. “O Mercado, na ‘antiga’, era referência porque vinha tudo direto do porto, o pessoal daqui que descarregava. Foi se desleixando, mas voltou agora. Aqui é um bom passeio, é também o centro e o coração da cidade. Teoricamente, teria que ser focado em produtos locais, não só importados, mas isso só com o tempo”, finaliza.

Fotos: Gabriela Silva

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