O Mercado e suas muitas faces

Ler, beber, comer. Essas e várias outras atividades estão presentes em cada canto do Mercado. Tudo isso regado ao encontro – com pessoas, com novas experiências e memórias.

   

Família Silva

Os dois garotos passeiam atentos pelas bancas de revista. Grandes para suas idades, mas não grandes o suficiente para deixar de lado o amor pelos gibis.

O mais entusiasmado, Gabriel, inclusive faz coleção das histórias em quadrinhos, “não venho com tanta frequência no Mercado, mas sempre que venho ao centro não posso deixar de passar aqui para comprar os gibis e alguns livros também”, conta.

O menino de 13 anos está na oitava série da escola e tem o hábito da leitura muito presente na sua vida. Hoje ele veio ao centro especialmente para fazer o CPF, e não perdeu a oportunidade de vir até o Mercado adquirir novos exemplares.

Quem lhe acompanha na idade e no gosto pelos gibis é o seu primo, Heitor. Um pouco mais tímido, porém, Heitor apenas observa as bancas ao lado da mãe, a vendedora Loeci, que foi quem os trouxe no Mercado, junto com Ione, mãe do Gabriel.

As duas fazem questão de visitar o Mercado sempre que podem ou estão pelo centro da capital. Para a comerciante de 55 anos, Ione, ir ao Mercado já é uma tradição. O pai ia sempre e a levava junto, anos mais tarde, ela ainda mantém o hábito de dar uma passadinha no lugar sempre que pode. “Tem muitas coisas boas aqui pra gente ver. Além do contato com o povo, aqui transitam pessoas de todas as classes. Enfim, é um lugar que gosto de conservar comigo, é muito importante para a cidade”, diz.

Entre os produtos que costuma consumir, ela destaca a boa qualidade e preço das rações para animais. Mas, confessa, o maior motivo pelas visitas nos últimos tempos tem sido o filho Gabriel e sua paixão pelos gibis. Já Loeci enfatiza “amo vir ao Mercado comprar coco! Minha vizinha que trabalha aqui costumava me levar sempre”.

Muito embora cada um tenha as suas particularidades nos jeitos e gostos, o importante e mais bonito é o companheirismo e a chance de aproveitar o melhor do Mercado juntos. Um hábito que passa de geração para geração.

 

Guilherme Vieira Braga Lemos

Enquanto aguarda o seu café, Guilherme observa o movimento pelos corredores do Mercado.

O engenheiro metalúrgico de 32 anos, devido ao trabalho, passa a semana em Caxias do Sul, por esse motivo não vai com tanta frequência ao Mercado. Não tanto quanto gostaria, pelo menos. Fã assumido da Café do Mercado, diz que não perde a oportunidade de passar na banca e degustar o tradicional líquido preto.

“O Café do Mercado já virou uma tradição para os gaúchos, a qualidade do café é muito alta, e o serviço deles é excelente,” afirma.

Hoje ele veio especialmente para comprar o café e presentear alguns amigos que moram fora. Além do café, Guilherme aprecia também os peixes e a qualidade da comida dos restaurantes.

“Eu gosto muito daqui, é um dos lugares mais tradicionais da cidade, devemos valorizar e prestigiar. Independente de problemas que possa ter, a qualidade dos produtos e o atendimento são muito bons”, destaca.

 

Cleiton Menezes

Engana-se quem pensa que o Mercado Público é apenas um local de comércio. Não raramente, ele serve de ponto de encontro para diferentes situações. Prova disso é Claiton, que está aqui hoje para encontrar uma moça que conheceu na internet.

Morador de Canoas, o pizzaiolo de 32 anos não é frequentador tão assíduo do lugar. Segundo ele, por falta de tempo e oportunidade.

Aproveitando o encontro marcado nos corredores do Mercado, tirou um tempinho para conhecer melhor o lugar. “Geralmente venho aqui e tomo um café ou um chope com os amigos, mas é sempre na correria. Observando melhor, aqui tem um mundo de variedades de produtos e o ideal é vir com certo tempo para poder conhecer tudo”, conclui.

E ainda garante: o Mercado Público a partir de agora vai estar cada vez mais na sua rotina diária.

 

Fotos: Vanessa Souza

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