Adeli Sell: “O Mercado é história de amor pela cidade”

O Mercado é história de amor pela cidade

 

“O Mercado Público é a catedral da diversidade de Porto Alegre. É aqui onde as pessoas e os visitantes se encontram. É a pluralidade e o espaço mais democrático da cidade. É também um polo de atração para o visitante, pela arquitetura que foi preservada e recuperada ao longo dos anos e agora, com os deques que estão sendo feitos no Largo Glenio Peres, vai dar um aspecto de modernidade e embelezamento, se somando à restauração.”

 

Adeli Sell*

 

Antigo e assíduo freqüentador

 

Eu frequento o Mercado Público desde quando cheguei em Porto Alegre na década de 70 e ao longo do tempo fui conhecendo melhor o Mercado. Hoje sou uma espécie de habitué, inclusive tenho como princípio rodar por todos os restaurantes no piso de baixo e no superior. Cada vez que venho aqui marco num restaurante diferente, exatamente para valorizar a multiplicidade que existe. Como também sou costumeiro frequentador para fazer minhas compras, desde as verduras, as especiarias e os vinhos – eu que sou um apaixonado por vinhos tenho aqui o meu ancoradouro. Tenho amplíssimas relações de coisas boas e maravilhosas com o Mercado, inclusive aqueles curtos 15 meses em que fui secretário da Indústria e Comércio, quando pude ajudar os mercadeiros a melhorar as suas condições de trabalho e pude construir com eles um novo contrato dos aluguéis. E fazer a ocupação de algumas salas, como a dos assentados, a Coopeixe e esta loja maravilhosa, que eu considero um símbolo do Mercado que é a Loja do Artesanato. Assim como comecei também a organizar a Feira do Gibi, a Feira do Vinil e outras feiras que estão aqui hoje, como a de Antiguidades. A Feira do Brechó começou com um desfile de roupas. E muitos cursos e atividades, além da ocupação mais racional do quadrante 4, que por muito tempo estava mal utilizado.

 

O importante é divulgar o Mercado

  Tenho aqui as melhores recordações e sou tido como uma espécie de símbolo do Mercado porque frequento e transito muito por aqui. Agora, tem duas coisas básicas e urgentes, que são arrumar imediatamente a calçada externa com recursos do Funmercado – já falei para o secetário Valter (Nagelstein, da SMIC) e o prefeito. E a maior demanda, que na minha época eu consegui arrumar um pouquinho, mas confesso que faltou muito, que é a arrumação dos banheiros, que deve ser a meta fundamental. Além, é claro, do estacionamento subterrâneo. Eu, inclusive tenho uma legislação na Câmara que trata dos estacionamentos subterrâneos e o próprio prefeito já salientou que será preservado este patrimônio, o Largo Glenio Peres. Vi isto na cidade do Porto com uma praça com árvores centenárias, de primeiríssima qualidade. Minha mensagem aos frequentadores e visitantes é que continuem preservando o Mercado Público, vindo comprar, apreciando as coisas boas e principalmente divulgando o Mercado para os visitantes. Tragam eles para cá. E quero desejar vida longa ao Jornal do Mercado porque é extremamente importante este processo de divulgação do Mercado tendo, inclusive, em vista que teremos a realização da Copa do Mundo aqui em Porto Alegre.

 

*Vereador de Porto Alegre e Presidente do PT Municipal

Foto: Arquivo CMPA

COMENTÁRIOS