O melhor das férias de julho no Mercado

O melhor das férias de julho no Mercado

Passeando, comprando, ou simplesmente buscando um lugar para almoçar ou tomar um café, o Mercado é um mundo de opções para turistas locais, de fora ou até mesmo para aqueles que o frequentam diariamente. Mais que opções, muitas descobertas a cada dia. Porque o Mercado é assim mesmo: surpreendente.

 

Stanivet Pro Aquários – O encanto das crianças  

O movimento é constante, mas aumenta consideravelmente aos sábados, quando as famílias vão almoçar no Mercado e depois levam as crianças para ver os peixes nos aquários coloridos. A loja, além de peixinhos de diversas espécies, oferece também ração e outros produtos para manutenção dos aquários. Única loja do gênero no Mercado. Os peixes de caudas e o Paulistinha são os campeões de vendas.

 

Casa da Erva Mate – produtos gauchescos e lembrancinhas 

Na banca é possível encontrar erva de 60 tipos de marcas diferentes. Também são oferecidos modelos de cuias que vão das mais simples às mais trabalhadas, com bocal de ouro e prata e muitos modelos de bombas para acompanhar. É possível gravar o nome na cuia na hora. Gamelas, facas, tábuas para churrasco, botas e materiais de couro também são muito procurados para presente. E para os turistas, lembrancinhas, como ímãs e produtos do artesanato gaúcho.

 

Lancheria Luz

O pioneiro no Mercado de mocotó congelado. Além disso, pratos quentes como tainha ao molho de camarão, à la minuta com filé de picanha e carreteiro com feijão mexido. Muitas opções de lanches, mas o carro chefe são os pastéis feitos na hora e vários tipos de cheese-burger, inclusive os exóticos: de camarão, bacalhau, strogonoff e mais tortas especiais, artesanais, exclusivas da casa.

 

Loja da Reforma Agrária

A loja vende, basicamente, produtos dos assentamentos e cooperativas da reforma agrária. Em sua grande maioria, produtos orgânicos, livre de agrotóxicos, como arroz cateto, açúcar mascavo, feijão, vinhos coloniais, produtos sem glúten, pães, cucas orgânicas, geléias, doces, verduras e frutas. Destaque para erva mate, considerada muito boa, com um excelente preço.

 

Rancho Gaúcho 

Mateira, para passear no parque ou levar em viagens, é a grande opção de presente. Muita gente que vem de fora leva como lembrança, informa a gerência da casa. Para isto já existe um kit chimarrão montado. A procura por artesanato é maior na Semana Farroupilha, quando sai também muita erva, facas e, principalmente, botas de inverno. Diferenciais: panela de ferro e chapa para fazer um entrevero.

 

Banca 2 – Tudo para a gauchada

A banca vende muito chá nesse período de inverno, sempre muito associado com o chimarrão. Para o tradicional hábito gaúcho, muitos kits incluindo suporte, mateiras, bolsas, ervas e outros apetrechos. A gauchada leva muita faca, de qualidade e em grande variedade de estilos, e os de fora, até bandeiras do Rio Grande do Sul, embora a casa não trabalhe diretamente com pilchas. O movimento de julho é impressionante, registra a gerência – o mais forte do meio do ano.

 

 

Banca 25 – Tradicional banca gauchesca 

Oferece praticamente tudo para o churrasco, chimarrão e pilcha gaudéria, desde o mais simples ao mais sofisticado. Cuias, bombas, pratas. Chapéus em grande diversidade, espetos de boa qualidade, grelhas, tábuas, gamelas, garfos para mexer na carne também são destaques. Para peões e prendas, botas, bombachas, lenços, alpargatas, boinas, o procuradíssimo lenço farroupilha e guaiacas. A banca também tem uma gama variada de ervas de chimarrão, inclusive de outros estados e da Argentina. E mais lembrancinhas, canecas, camisetas e outras pequenas novidades.

 

 

Banca 40 – Sorvetes e sopas, delícias para todas as estações

Tradicionalíssima, a Banca 40 já é um ícone não só do Mercado Público, mas da própria cidade. Sempre muito frequentada, tem 85 anos e é famosa por seus sorvetes, em especial a Bomba Royal. Criada pelo seu fundador, Manoel Martins na época da Segunda Guerra Mundial, é montada com frutas, nata (especialíssima) e o sorvete. No inverno, opções mais quentes, como o festival de sopas e mais o caldinho de feijão. As sopas são de capelete, creme de ervilha, creme de batata com alho poró, creme de moranga com gengibre e, aos sábados, feijoadinha.

Temakeria Japesca – A febre da cozinha oriental

Sempre movimentadíssima, atende um público cada vez mais crescente de comida japonesa, atraído inicialmente pela novidade dos temakis. Com preços acessíveis e produtos de qualidade, fugindo do buffet tradicional, a casa acabou trazendo para o Mercado Público um novo público em busca de uma alimentação mais saudável, podendo conferir o frescor dos peixes trazidos diretamente da peixaria Japesca, ao lado. Temakis que mais saem são o Filadélfia, temaki de camarão e salmão skin, grelhado.

Revistaria – Sopa de letrinhas no Mercado

O quiosque de livros e revistas, bem na entrada do Mercado pelo acesso do Largo Glenio Peres, tem três balcões: de livros novos, de livros usados, infantis e revistas gerais. Dentro desta grande diversidade são encontradas publicações com mapas turísticos, guias, roteiros, gibis usados, palavras cruzadas e livros de literatura. Aos sábados o movimento aumenta, principalmente de crianças. Única do gênero no Mercado Público.

 

Cachaçaria do Mercado Altas doses de qualidade

Loja especializada em cachaça que, com relativamente pouco tempo de existência, já se tornou uma referência no gênero na cidade. Possui cachaças de todo o Brasil: Bahia, Minas Gerais, Paraíba, etc, sendo as mineiras as mais tradicionais. Na dúvida entre os muitos rótulos de qualidade, a Cachaçaria faz degustações para os clientes. Também oferece muitas variedades de licores e kits que incluem copinhos, aventais, caixinhas, miniaturas e embalagens de cerâmica – todas excelentes opções de presentes.

 

Café do Mercado – Os melhores aromas e sabores

Os melhores cafés da cidade, certificados, trazidos de várias regiões do Brasil, fazendas mineiras, principalmente. O principal atrativo é a moagem na hora. Além dos já tradicionais espresso, moca e capuccino, feitos em cafeteiras francesa e italiana, o café criou mais dois tipos para a estação: um com ovomaltine, leite condensado, café espresso e chantilly e outro com nutella (creme à base de avelãs, cacau e leite), café, leite e chantilly. Na loja, em frente ao café, um belo espaço para conversar e para o happy hour, com lanches salgados e doces. Sanduíche da casa, com presunto cru, com opção de colocar geleias no lugar da manteiga, criada pelo chef e a barista da casa, é o grande destaque.

 

Casa de Pelotas – Os famosos doces pelotenses

O espaço foi criado para divulgar aspectos da cidade de Pelotas, como a sua arquitetura histórica e gastronomia, com ênfase nos seus famosos doces. Portanto, quem não vai a Pelotas pode respirar um pouco do clima da cidade neste aprazível e acolhedor espaço. Perfeito para tomar um café ou um chá e conversar, desfrutando de uma infinidade dos, já citados, doces pelotenses e muitos lanches especiais em grande variedade. Um dos poucos lugares do Mercado com ambiente climatizado, o que ajuda muito.

 

Gambrinus – O centenário restaurante da cidade

Um dos mais antigos restaurantes do Mercado (e da cidade), o Gambrinus reúne políticos, executivos, profissionais liberais, artistas, jornalistas e muitos turistas durante a semana e famílias aos sábados. Espécie de ponto obrigatório do Mercado Público, a casa tem pratos famosos, como o mocotó nas quartas e sábados, rabadas nas terças, tainha recheada nas sextas, costela de panela e carreteiro de charque nas quintas e filés de peixes diariamente. E, claro, uma boa carta de vinhos, além da novidade das cervejas artesanais.

 

Havana – Mocotó o ano inteiro

Com mais de 50 anos de existência no Mercado, o Havana oferece fígado acebolado diariamente e é uma das poucas casas que tem mocotó o ano todo, especialmente no inverno, com muita saída. Muito procurado por turistas do norte do país, a caminho de Gramado, que não conhecem o modelo de mocotó gaúcho. Os pratos são os mesmos o ano todo – filé de peixe e o tradicional  a la minuta. Bebidas? Chopes claro, cerveja preta e vinho colonial para serem saboreados no tradicional ambiente do restaurante.

 

Mamma Júlia – Qualidade premiada

No inverno, a casa incorpora pratos mais quentes no seu cardápio –mocotó, feijoada, caldeirada de frutos do mar, bobó de camarão, moqueca, carreteiro de charque, sopa de capelete e outros pratos voltados para o frio gaúcho. O público da casa neste período é formado tradicionalmente por muitos turistas, tanto do Rio Grande, como de outros estados. E, para compensar a falta de uma churrascaria no Mercado, o Mamma oferece picanha na telha e outras carnes. Para fechar, bons e premiados petiscos e uma boa carta de cervejas.

 

Marco Zero/Bar Chopp 26 – Combinação de bons pratos

Conhecido pelo seu farto buffet, o restaurante Marco Zero ataca com pratos fortes para enfrentar o frio: carreteiro de charque, feijoada completa e um suculento mocotó, além de chuleta gaúcha, muito procurada por quem vem de fora. Chopes e cervejas geladas são marcas da casa, que também, à noite, é um reduto boêmio, com muito samba. O restaurante Bar Chopp 26 também apresenta as mesmas características do Marco Zero, em menor escala.

 

Nova Vida – Pastéis, refeições e cervejas artesanais

Muito conhecida pela grande variedade de pastéis, em três tamanhos diferentes, o Bar e Restaurante Nova Vida ampliou o seu cardápio, passando a servir cafés, sucos, lanches e pratos quentes. Picanha, filé de linguado com molho de camarão são algumas das pedidas do lugar, que ultimamente vem se diferenciando por introduzir cervejas artesanais no Mercado. E para degustá-las, bolinhos de bacalhau, petiscos frios e quentes são perfeitos como acompanhamento.

 

Sayuri – O pioneiro em cozinha japonesa no Mercado

Durante muito tempo ele foi o único restaurante japonês do Centro Histórico da cidade. Está há 11 anos no Mercado, atuando numa linha mais tradicional da cozinha japonesa, com pratos frios (sushi e sashimi) – e quentes. Em todos  usando pouquíssimo sal, que é substituído por shoyu, ou seja, bem saudável. Os pratos quentes são liderados pelo yakisoba (massa refogada com legumes), peixes, linguado e salmão, assados (sakana furai) ou à milanesa (yakisakana). Para o inverno vai muito bem um missoshiro, uma sopa japonesa muito tradicional.  Como digestivo, um sakê.

 

Ponto do chimarrão – Chimarrão e seus derivados

Lá sempre tem, permanentemente, chimarrão e tudo o que for preciso para ele: ervas, soltas (mais de 14 espécies) ou em pacotes (mais de 18 marcas), cuias, simples ou trabalhadas, bombas, mateiras e muitos artigos gauchescos, como porta-espeto, alpargatas, chinelos de couro, etc. A banca também trabalha com uma grande linha de encapsulados, como linhaça, farinhas e chás. E, embora não seja o seu forte, produtos de artesanato também.

 

Naval – Navegando em novas águas

Um dos bares mais famosos do Mercado e da cidade, o centenário bar e restaurante Naval foi reinaugurado, passando por uma ampla reforma, mais sintonizado com os tempos atuais do Mercado – de revitalização. Tão lendário quanto o antigo Treviso, de outros tempos, o Naval conservou alguns elementos antigos, como parte dos azulejos trazidos em 1900 da Alemanha. Hoje, modernizado, oferece um cardápio mais elaborado e vende exclusivamente chope, principalmente Stella Artois.

 

Taberna 32 – Cervejas geladas e carnes exóticas

Com rápidos garçons, manejando bandejas com petiscos, pratos e cervejas do bar para o quadrante em frente (junto à escada rolante que desce), o Taberna oferece bons pratos, da casa e a La minuta, e também se destaca por oferecer carnes exóticas como jacaré, rã, javali capivara e cordeiro.

 

Seninha Especial, novidades no cardápio

A casa, uma das mais concorridas, com receitas já consagradas, aumentou muito o seu movimento depois que passou a servir pratos quentes. Enguias, ovas de salmão e polvo. São diferenciais. O Seninha está sempre muito aberto a novidades, atendendo ideias e sugestões de clientes. Niguiri selado com gorgonzola, o especial da casa, sashiburi, (com salmão cru), sashimi variado, um pouco de selado, um pouco de cru, são novidades assim como os temakis, com salmão e molho picante, bem crocante, também com muita aceitação.

 

Memorial do Mercado – Referência histórica do Mercado

Durante a grande reforma dos anos 90 percebeu-se a necessidade da criação de um Memorial do Mercado, que preservasse a sua história e dos principais personagens, os mercadeiros. Inicialmente mantinha documentos, fotografias, mapas. Hoje ele também disponibiliza livros ligados à história da cidade. O espaço mantém uma exposição permanente da história da restauração e abriga também o Observatório da Cultura, além de mostras temáticas eventuais. Todo o acervo de documentos e fotográfico foi transferido, porém, para Arquivo Histórico Moysés Velhinho e Museu Joaquim Felizardo, respectivamente, informa Pedro Vargas, o primeiro diretor do Memorial.

 

Telúrico – Uma alimentação mais saudável no Mercado

Um restaurante vegano e macrobiótico, que é diferente de vegetariano. Não trabalha com leite, ovos e nenhum tipo de produtos de origem animal. No inverno, o forte são as sopas, que são servidas com buffet e mais oito pratos quentes e predominam os tubérculos, como o aipim, cará, batata doce. Risotos, caldos e consommés também são grandes atrativos. Sobremesas sem açúcar, à base de leite de coco, com frutas, castanhas, frutas secas. Entre os chás, destaques para o banchá, típico digestivo.

 

Telecentro – Inclusão digital no Mercado

Em funcionamento há mais de seis anos, é coordenado pelo Sindlojas, em parceria com a prefeitura de Porto Alegre. Não tem funcionamento específico para as férias, mas funciona das 8 horas da manhã às 20 horas. Disponibiliza metade do seu tempo para acesso à internet, impressão de currículos, documentos, etc e outra parte para cursos na área digital e conteúdos na área de informática para pessoas carentes, idosos e pessoas em busca de trabalho. O telecentro opera com sistema de software livre em suas 18 máquinas, com monitores à disposição dos usuários.

 

 Parceiros Voluntários – A opção de ser solidário

Se você quer exercer sua solidariedade e não sabe como, aproveite as férias e procure os Parceiros Voluntários, recentemente instalado no Mercado, Tudo começa com as reuniões de conscientização, todas as quartas à tarde e quintas, pela manhã. Nesses encontros são passadas todas as informações sobre como participar podendo, inclusive, desenvolver atividades na própria casa do voluntário. A entidade fica no segundo pavimento do Mercado.

 

Porto Alegre Solidária – Lembrancinhas e artesanato gaúcho

Nesse período a loja é bastante frequentada por turistas e visitantes. O forte são as lembrancinhas do Rio Grande do Sul e de Porto Alegre, como camisetas, que têm bastante saída, principalmente com estampas do Mercado e do Laçador. Artesanato em abundância, com muitos produtos para o inverno, como toucas, tapetes, cortinas de crochê, echarpes e meias. A loja reúne atualmente 33 artesãos associados.

 

 

 

Eventos de Julho do Mercado

De 16 a 21 de julho – Feira de Antiguidades, Quadrante IV

De 23 a 28 de julho – Feira da Economia Solidária, Quadrante IV e  Feira de Antiguidades, Terraço III

De 30 de julho a 2 de agosto – Feira de Produtos Reciclados (CERPOA) do DMLU

                                  

 

Fotos: Greice Campos  e Letícia Garcia

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