O cotidiano que encanta

Final de ano é tempo de viajar. Visitar os amigos, a família ou até mesmo aproveitar as férias para conhecer novos lugares. Para quem vem à capital dos gaúchos, não pode faltar no roteiro o Mercado Público. Porém, para os que já são de casa, a rotina mercadeira ainda encanta.

 

Edith Didone

Edith espera pela filha enquanto olha os chás da Flora Hana Noka. Ela vai ao Mercado pelo menos duas vezes por mês fazer suas compras. A parapsicóloga de 60 anos é porto-alegrense e mais que familiarizada com o lugar.

O que não sai da sua lista de compras são as carnes, peixes, frutas secas, chás, grãos e farelos. “Além do preço, que é muito mais em conta aqui, considero como o diferencial do Mercado a qualidade e variedade dos produtos. Tudo que você quiser, pensar e imaginar se tratando de alimento, você vem aqui e encontra”, afirma.

Hoje ela está procurando por produtos para ceia. Já fez a pesquisa pelos açougues e conferiu o preço do bacalhau. Mas o que é certo que ela vai levar para casa são as frutas e frutas secas, indispensáveis para Edith.

“O Mercado já passou por muitas crises, devido a acidentes. Este último, o incêndio, mexeu bastante com as estruturas daqui. Mas pelo o que estou observando o pessoal está superando e as obras se encaminham para o fim, o que me deixa muito feliz”, conta.

 

Vanessa Gislaine Ribeiro

Vanessa é de casa. Ex funcionária do Mercado, hoje veio a passeio comprar a carne da semana. “Mas eu venho toda a semana, mesmo que não leve nada, apenas para rever os amigos”, conta.

Além da carne, a moça de 33 anos diz que só compra frutas no Mercado e que dificilmente encontra a variedade que tem por ali, “aqui tudo é sempre fresquinho e de qualidade”. Para as festas de fim de ano, ainda não teve tempo de fazer as compras, mas diz que pretende passar no Açougue Costelão, de onde é cliente assídua, e garantir a jantar da ceia de Natal.

“Como trabalhei por anos aqui, já me acostumei com o pessoal, conheço praticamente todo mundo, então me sinto muito bem vindo aqui. Além disso, claro, faço minhas comprar em um lugar com ótimos preços e produtos”, finaliza.

 

  Sergio da Costa Brito

Ele anda apressado pelos corredores. Sergio tem 49 anos e costuma fazer compras no Mercado pelo menos uma vez ao mês, já virou rotina. O psicólogo explica que consome basicamente produtos naturais: sementes, iogurtes, açúcar mascavo, etc.

Além disso, sempre que pode passa na Banca 40 para tomar um sorvete e relaxar. Para a sobremesa de natal, conta que comprou os ingredientes por aqui, inclusive pó de chocolate para o mousse, e que pretende comprar mais coisas até o dia da ceia.

Sergio diz que o valor do Mercado está na sua praticidade, por se posicionar bem na área central da cidade. “Esse modelo congrega as pessoas, esse jeito meio antigo de comprar tem todo um charme.” Atenta também para o valor arquitetônico que o patrimônio tem, e torce para que as obras de restauração sejam logo finalizadas, melhorando ainda mais o espaço.

“Dia desses passei por aqui e tinha alguém tocando Bach no piano, fiquei impressionado. Ou então tem sempre alguma MPB rolando, muito legal. Acho que isso é o mais interessante no Mercado, essa diversidade que nos deparamos. Sempre me surpreendo quando passo por aqui.”

 

Fotos: Vanessa Souza

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