O chef vai às compras

O chef vai às compras

 

Gabriel Rossi percorreu algumas bancas do Mercado para encontrar seus ingredientes e montar suas receitas. Não teve muita dificuldade, já que é um assíduo frequentador das bancas do Mercado – aonde ele vai, inclusive, muitas vezes só para caminhar, ver as novidades e o seu fascinante movimento. Foi, contudo, um passeio curto.

 

Empório 38 – Banca conhecida pela qualidade dos seus produtos, muito procurada por chefs e cozinheiros especializados, a 38 foi a escolhida para comprar o Prosecco e o queijo mascarpone.  Uma alternativa para o Prosecco, que custa em torno de R$ 50, é o espumante Perini, nacional e mais acessível.

 

Bancas 10 e 11 – Especializadas em frutas e legumes, inclusive importadas, são muito frequentadas por Rossi. “O que não tiver nelas, não tem em outras”. Nestas bancas ele sempre dá uma paradinha “para ver as novidades da safra”. Nelas foram encontradas kiwi, morango, uva (de preferência sem caroço), mirtilo e cereja. Uma orientação do chef: buscar frutas coloridas para chamar a atenção do prato. “Verde, vermelho, amarelo, o roxo da uva, uma cor mais clara, como o abacaxi”, sugere, lembrando que também é muito importante ter frutas doces e ácidas para fazer um contraponto. E, ainda, buscar frutas mais verdes e firmes.

 

Café do Mercado – Com moagem e torra feitas na hora, o Café do Mercado tem cafés certificados, orgânicos e com sabores diferentes e registro de origem, principalmente de Minas Gerais. Lugar igualmente muito apreciado pelo chef, foi, naturalmente, o escolhido para comprar o café. “Para o tiramissù são necessários três espressos ou um passado, não muito fortes e frios”, informa.

 

OUTRAS BANCAS

Além das visitadas pelo chef Gabriel, você também encontra alguns dos ingredientes das receitas nas seguintes bancas:

Banca 26, Banca Central, Banca 43 e Banca do Holandês.

 


O Mercado Público visto pelo chef Rossi

“A gente conhece uma cidade pelo seu mercado”

 

Adepto da cozinha sazonal, aquela que utiliza os ingredientes da estação, de preferência locais, o chef Rossi é um assíduo frequentador do Mercado desde os primeiros dias em que chegou ao Rio Grande do Sul.

 

“Não tem como falar que um mercado não tem influência total na cultura de uma cidade ou de uma região. Para a gente conhecer a cultura gastronômica de uma cidade tem que conhecer, em primeiro lugar, o seu mercado público, com suas verduras, legumes, embutidos e carnes. Não conheci o Mercado Público (de Porto Alegre) no primeiro dia porque cheguei à noite. Mas no dia seguinte, já vim aqui para ver o que se consome de peixe e charque, conhecer um pouco a cultura da cidade, as bebidas, se tem graspa, cachaça, vinho. Muitos produtos que a gente tenta conseguir com outros fornecedores, acaba encontrando no Mercado, como o queijo mascarpone que eu uso para fazer sorvete. Às vezes venho ao Mercado Público sem comprar nada, só para andar e tomar um café – que para mim é um dos melhores da cidade, se não for o melhor. Venho para ver o povo, as bancas de peixe, um cara (peixeiro) gritando, as carnes, e para ver o que tem de legumes e frutas novas. Pelo menos duas vezes por semana dou uma passada aqui”.

 

Fotos: Fabrício Scalco 

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