Novas telhas e aumento de carga

Novas telhas e aumento de carga

Fornecedor de telhas para a parte central do prédio foi encontrado, e as obras desta etapa estão perto de começar. Além disso, a prefeitura sinaliza um plano de aumento de carga, para resolver a questão de energia elétrica do prédio.

O ano está chegando ao fim e o Mercado está prestes a receber alguns bons presentes de Natal. O primeiro deles envolve a restauração do telhado, que atrasou as obras devido à dificuldade em encontrar telhas semelhantes às destruídas pelo incêndio. Um fornecedor foi finalmente encontrado, mantendo o padrão das telhas. Agora a Metasa, responsável pela restauração da estrutura metálica dos brises, apresentou orçamento ao Iphan para iniciar a etapa de recuperação da parte central do telhado.


Foto: Thaís Marini Maciel 

A Metasa, aliás, concluiu suas obras antes do previsto – o prazo contratual era fevereiro de 2015 e sua etapa foi finalizada este mês. Já a Arquium entra dezembro com a execução do contrapiso, o enchimento com concreto leve e a impermeabilização do entrepiso da área comum dos altos do Mercado. Conforme informa Cristiane Costa, assessora de comunicação da SMIC que atua na coordenação de próprios, a  vistoria dos bombeiros nas obras do segundo piso está para ser marcada, pois a documentação já foi encaminhada.

Energia

No último fim de semana de novembro, uma queda de energia atingiu o quadrante 4, causando transtorno a mercadeiros e frequentadores. “Existem diversos fatores que podem combinar com as quedas que estão ocorrendo”, diz Cristiane. “Exemplo é o pico do consumo no horário do meio-dia, que ultrapassa a capacidade suportada pelo transformador. Mas podem ser outras coisas. Fizemos algumas reuniões para ver essa situação e o que acontece ali”. Ivan Konig Vieira, presidente da Ascomepc, observa que a atual realidade do Mercado não condiz mais com a subestação instalada. “Essa subestação foi muito bem projetada, mas de uns tempos para cá não vem mais alcançando nossas demandas. A gente está com falta de energia. Muitas bancas precisam comprar novos equipamentos e não conseguem utilizá los”, pontua. Exemplo prático é o controle de refrigeração exigido de bancas como açougues e fiambrerias – para manter a qualidade dos produtos oferecidos, é preciso um bom refrigerador, que exige um motor mais potente e, consequentemente, maior consumo de energia.

Pois a resolução deste problema está a caminho: a prefeitura sinaliza que existe um plano de aumento de carga, com a proposta de uma nova subestação que teria capacidade de 3.000 kva. “A gente entende que isso vai comportar e atender à demanda de consumo de todo o Mercado”, diz Cristiane. Ivan informa que a demanda de cada permissionário será levantada pela associação, para encaminhar aos responsáveis.

Quanto à energia elétrica, Cristiane traz ainda mais uma atualização: “Estamos concluindo um levantamento do quadro de cargas para verificar a questão das cargas da energia elétrica de cada loja aqui do segundo piso, um trabalho conjunto com a SMOV”. Após o levantamento, os laudos serão apresentados à CEEE. 

 

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