No limiar do Cais

Avenida Mauá
Extensão: da Rua General Portinho até a Rua da Conceição
Foto: Guilherme Santos/PMPA

Importante via de circulação de Porto Alegre, a Av. Mauá se estende da entrada do Centro da cidade até o Gasômetro, passando pertinho do Mercado Público. Toda a sua área foi criada pelos sucessivos aterramentos do Guaíba, que iniciaram para a construção do porto.

Margeando o porto e os seus armazéns, a avenida foi implantada na década de 1920. O nome oficial, instituído pelo Decreto Municipal nº 130, de 21 de março de 1928, foi Visconde de Mauá, mas se popularizou apenas como Mauá, com o aval de diversos documentos administrativos que vieram depois e acabaram mudando o nome da avenida.

O nome é homenagem a Irineu Evangelista de Souza (1813–1889), considerado o primeiro grande industrial brasileiro.

Nascido no Rio Grande do Sul, ele fez fortuna no Rio de Janeiro e foi criador da primeira linha férrea do Brasil, em 1854, que ligava o Porto de Mauá, no Rio de Janeiro/RJ, à Estação Fragoso, em Petrópolis/RJ, feito que lhe valeu o título de Barão de Mauá e, mais tarde, Visconde.

 

Muro da Mauá

A avenida é marcada por um muro de 2.647 m que se estende por quase toda a sua extensão, o chamado Muro da Mauá. A estrutura, que conta com 14 comportas (fechadas em caso de enchente) e tem 3 m de altura e 3 m sob o solo, foi criada como parte de um sistema de proteção contra cheias.

O sistema inclui ainda 68 km de diques de proteção (que vão do entroncamento das Av. Assis Brasil e Freeway até o morro da Assunção, norte a sul da cidade) e 18 casas de bombas.

A ideia do muro, nascida após a enchente de 1941, foi posta em prática nos anos 70 e é repleta de controvérsias: defendida como medida de segurança para o Centro, acusada de impor uma barreira entre a cidade e o Guaíba.

A aquisição de um sistema mais avançado de segurança contra enchentes, que dispensaria o muro, emperra na constantemente alegada falta de recursos do poder público municipal, que vem impedindo, inclusive, a própria manutenção da estrutura.

A empresa Cais Mauá Brasil, atual responsável pelas intervenções no Cais, tem como uma das contrapartidas a sua revitalização. Na busca por uma maior integração com a cidade, o muro já recebeu seis intervenções artísticas, a mais recente em 2016.

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