Museu Hipólito José da Costa: páginas da imprensa gaúcha

Desde o início o prédio está ligado à história da imprensa: foi construído durante o governo de Borges de Medeiros para ser a nova sede do jornal A Federação, fundado no ano de 1884, durante o Império, para propagar idéias republicanas. Seus criadores: Assis Brasil e Júlio de Castilhos. Teófilo Borges de Barros foi o engenheiro civil responsável pelas obras. Mudou o regime, mudou a direção do jornal. Com o fim do Império, A Federação tornou-se o principal órgão do Partido Republicano Riograndense (PRR). Sua trajetória teve fim em 1937, quando Getúlio decretou o Estado Novo em 1937. O prédio, no ano seguinte, passou a sediar o Jornal do Estado, que depois viria a ser nada menos do que no Diário Oficial. Em setembro de 1974, com a criação do Museu da Comunicação Social, o edifício imediatamente foi destinado para abrigar a nova instituição.

Foto: Fabrício Scalco

 

 

Mais de um século no cenário porto-alegrense
O estilo eclético é o que predomina no prédio do Museu, como é típico da arquitetura positivista. Possui uma área total de 3.160 metros quadrados,
tendo sido parcialmente destruído por um incêndio em 1947. Após os reparos nos danos, sua estrutura física foi ampliada pelos fundos na Rua Caldas Júnior. Foi tombado em 1977, tornando- se Patrimônio Histórico do Estado. Um dos seus principais destaques é a estátua no alto da fachada representando a Imprensa, esculpida pelo artista italiano Luiz Sanguin. A estátua foi restaurada em 1995, pois estava perdendo a mão e a
tocha. Pois, imprensa sem mão e luz para iluminar as idéias, é imprensa obscura.

Histórico do Museu
Tudo começou com uma moção do jornalista Alberto André, redigida para a Associação Riograndense de Imprensa e apresentada em outubro de 1973. Em 1974, a portaria número 018044 foi assinada em solenidade
realizada no salão de atos da Secretaria de Educação e Cultura do Rio Grande do Sul, que determinava a criação do Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa, em homenagem ao Patrono da Imprensa Brasileira. O arquivo inicial foi constituído de coleções e exemplares
variados de jornais e outras publicações, procedentes do Arquivo Histórico, da Biblioteca Pública e do Museu Júlio de Castilhos.

Preservando a memória da imprensa gaúcha
O Museu tem como objetivo principal a preservação da memória da comunicação social gaúcha. Nele são selecionados e recolhidos materiais referentes à comunicação social do Estado, assim como a organização
do seu acervo próprio, para o qual é realizado um trabalho permanente da sua ampliação através de, pesquisas e coletas de materiais. Mas o importante mesmo é propiciar, consultas e informações ao acervo aos interessados.

O acervo do Museu
Imprensa e Propaganda: Imprensa Escrita, que guarda obras raras (três mil títulos) como os jornais pioneiros do Brasil e do Rio Grande do Sul;
Publicidade e Propaganda – cartazes, folhetos, rótulos e brindes promocionais. Imagem e Som: Rádio e Fonografia -documentos sonoros referentes à história política e cultural brasileira;
Cinema: 12 mil títulos de películas cinematográficas produzidas no Estado, desde finais da década de 1940;
Vídeo e Televisão: Fitas de vídeo contendo filmes, documentários,
e gravações do Oficial do Arquivo Oficial do RS;
Fotografia: Acervo criado a partir de doações de particulares – negativos, filmes, fotografias e coleções de fotógrafos gaúchos.

SERVIÇO

Funcionamento: Terças às sextas,
das 9h às 18h e sábados das
9h às 12:30.
Rua dos Andradas, 959, Centro, Porto Alegre – RS – CEP: 90020- 003
Fone: 51 – 3224.4252
Maiores informações escreva
para museuhjc@via-rs.net

 

Quem foi Hipólito José da Costa

Ele é considerado o patrono da imprensa brasileira. Estava
sepultado na Inglaterra, mas em 2001 seus restos mortais foram trasladados para Brasília.Deixou uma obra considerável, entre ensaios políticos, filosóficos, econômicos, imprensa, cartas, diários estudos sobre maçonaria e até uma peça de teatro. O jornalista, maçom, diplomata brasileiro e patrono da Cadeira 17 da Academia Brasileira de Letras, nasceu na Colônia do Sacramento, então domínio da Coroa portuguesa, em 13 de agosto de 1774. Os primeiros estudos foram em Porto Alegre e concluídos em Portugal, na Universidade de Coimbra, onde se formou em Leis, Filosofia e Matemática. A serviço da Coroa Portuguesa, foi para Londres em 1802 (onde teve sérias complicações) buscar obras para a Real Biblioteca e maquinário para a Imprensa Régia. De Londres passou a editar regularmente aquele que é considerado o primeiro jornal brasileiro: o Correio Braziliense ou Armazém Literário,

que circulou de 1° de junho
de 1808 a 1823.

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