Monumento ao Expedicionário

Erguida em homenagem aos “pracinhas” da Força Expedicionária Brasileira (FEB), que lutaram na Segunda Guerra Mundial, a construção compõe hoje o cenário do Parque Farroupilha, a Redenção. A obra de Antônio Caringi recebe cerimônias cívicas, apresentações do Exército em datas comemorativas e serve de palco para espetáculos realizados por artistas locais e nacionais.

 

O memorial, também conhecido como Arco da Redenção, teve a sua história iniciada ainda em 1946, quando o jornal Correio do Povo lançou a ideia de construção de um arco triunfal aos combatentes brasileiros da Segunda Guerra. Tanto o governo quanto a população aceitaram a proposta, e logo foi aberto um concurso público para a escolha do projeto que seria erguido no Parque Farroupilha.

Foto: Betina Carcuchinski/PMPA

André Arjonas, Fernando Corona, Lélio Coluccini e Vasco Prado foram alguns dos artistas inscritos. Mas a comissão julgadora, integrada por representantes da Sociedade de Engenharia, do Instituto Belas Artes (IBA-RS) e por professores, escolheu o projeto de Antônio Caringi, então chamado Altar da Pátria, um belo arco de duas portas. A decisão não agradou, inclusive dividiu opiniões entre o júri, que não aceitava a ideia de um arco duplo simétrico, concepção que não condizia com a arquitetura padrão de um arco triunfal. Francisco Riopardense, conhecido arquiteto e artista plástico da época, definiu a obra como “um grave erro arquitetônico”.

Porém, o desenho de Caringi ia além da arquitetura: a proposta de um arco bipartido igualmente era para que tanto generais quanto soldados e prisioneiros tivessem uma passagem do mesmo tamanho, promovendo a igualdade entre todos. Em meio às divergências e ao atraso na construção, o monumento foi inaugurado quase 10 anos depois, em 16 de junho de 1957. Constituiu-se em uma estrutura de granito, com esculturas em relevo representando soldados e uma estátua em bronze na parte posterior. Em um dos lados, a figura feminina alegórica foi inspirada nas estátuas de Atena, trajando uma armadura e pisando numa serpente. A imagem não estava no projeto inicial e representa, segundo o historiador Walter Spalding, a vitória.

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