Mídia alternativa: Jornais de bairro e segmentados em destaque na ARI

Mídia alternativa: Jornais de bairro e segmentados em destaque na ARI

 

     A Associação Riograndense de Imprensa (ARI) realizou na primeira metade de junho, mais uma Semana da Imprensa, que homenageia o Dia da Imprensa, e o início de circulação do primeiro jornal brasileiro, o Correio Brasiliense, em junho de 1808. A realidade dos jornais de bairros e segmentados foi um dos temas da Semana.

      Em parceria com a Associação dos Jornais de Bairro e Segmentados de Porto Alegre – Rede Jornal, o tema foi “Aspectos legais e de sustentação econômica dos jornais de bairro e segmentados”. O presidente da ARI, Ercy Pereira Torma, lembrou da história e da importância dos jornais de bairro e segmentados para a mídia e para a sociedade. Foram apresentados cases de sucesso, dos jornais Já, Jornalecão e Bem Estar. A professora Beatriz Dorneles, da PUCRS, mediou a mesa onde o coordenador de Comunicação Social da Prefeitura de Porto Alegre, Flávio Dutra, e a secretária de Comunicação e Inclusão Digital do Estado, Vera Spolidoro, atestaram o papel dos jornais de bairro e segmentados como formadores de cidadãos. Uma das novidades foi a apresentação oficial da sala da Rede Jornal no 7° andar do prédio da ARI. “Este é um passo importante da Associação e a referencia de localização junto à ARI, fortalece nosso trabalho e nossa imagem. Vamos agora planejar o futuro e buscar ações coletivas para o crescimento de todos associados e da mídia que representamos”, finalizou Tomasini, presidente da Rede Jornal. 

Revitalização na Comunicação da Assembléia Legislativa

André Pereira *

     É possível definir o momento da comunicação social da Assembléia Legislativa como de revita­lização. Este conceito considera o processo natural de aprimoramento dos meios de comunicação e dos veículos do próprio Parlamento que incorporou, por exemplo, a ferramenta do twitter e a linguagem da chamada mídia inclusiva, esta como um reflexo da própria postura do Legislativo que ultrapassa as campanhas passageiras e inclui, de fato, as pessoas com deficiência; aquela como inevitável evolução das ditas mídias sociais. A comunicação parlamentar é, portanto, resultado da própria atitude e comportamento do Parlamento.

      Mesmo que o jornalismo de modo geral sirva ao mesmo beneficiado – o público –, há diferenças importantes entre o trabalho do jornalista no Legis­lativo e a atividade daqueles colegas que estão nos outros veículos da mídia, exercendo obrigatória e necessária vigilância. O jornalismo público parlamentar deve referenciar a opinião da Assembléia, dos parlamentares e dos que constroem a instituição, mas sempre forta­lecendo a informação fidedigna, a apuração correta e completa dos fatos amparados na fonte primária, na busca da verdade possível, com respeito à ética e aos princípios profissionais.

      Com reformulações na Rádio Assembléia e um convênio da TV Assembléia com a TVE que possibilita programação em canal aberto, a revitalização da comunicação social passou ainda pela implantação da comunicação interna e a realização de encontros mensais internos com os profissionais convidados e assessores de imprensa, visando debater e qualificar ainda mais o trabalho jornalístico da Casa, sempre buscando aproximá-la do cidadão que elege seu representante para legislar e opi­nar por ele.

 

*Jornalista, Superintendente de Comunicação da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul

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