Mercados populares no Lago Baikal

 

Mercados populares no Lago Baikal

 

Mercados no Lago Baikal, Sibéria Soviética. Só podemos chegar lá pelo trem transiberiano.

Felipe Daiello

     

    É verão na Sibéria ocidental; por algumas semanas o sol será camarada. Depois a neve, a solidão, obrigarão os russos a retiro forçado. Estradas ficam bloqueadas, apenas longas noites, onde sopas de beterrabas e batatas e baldes de chá fervente serão as únicas alternativas. Os Samovares retomam a sua importância. A vodca e os fortes licores não são esquecidos.    

Naquele mercado, pequena vila próxima do Lago Baikal, tarde agradável, as tendas tentam os passantes com escassas ofertas.    

    Quase nada de frutas e vegetais. Os gêneros alimentares são importados, principalmente da China.    

    Por isso o sonho russo é de possuir a sua dacha — casa de campo —, onde poderá cultivar beterrabas, nabos, pepinos e verduras e as suas batatas. Conservas são necessidade, sobrevivência para as noites longas.    

    O peixe do lago Baikal, chamado de “ovo”, se apresenta com todas as formas possíveis: seco, defumado, em conserva. É servido com bastante pão e pepinos. Refeições rápidas.    

    Nas margens do lago, grelhados ou apenas aquecidos nas brasas, fazem parte dos piqueniques.    

    Vendedores ambulantes preparam e ofertam rústicas refeições. Os russos, cútis branca como leite, sem nenhum protetor solar, já apresentam um vermelho assustador.    

    Galinhas assadas, ou mesmo braseadas, eram servidas e acompanhadas por refrigerantes de marcas e cores desconhecidas: enormes garrafas pet de 2 e 5 litros são as testemunhas.  

 

Felipe DaielloAutor de “As Minhas Ilhas”Editora AGE 

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