Mercados de Yeolin, Taiwan – lugar para conhecer antes de morrer

A Ilha Formosa dos portugueses encanta os temerários. O mar gelado oferece conflito de sabores e de aromas.

 

 

É zona de tufões: os ventos violentos que afugentam os inimigos às vezes castigam demais os mortais locais. São as palavras do guia; os efeitos eram visíveis. Taiwan, partindo do porto de Keelung, mostra os efeitos de milênios da agressão do mar, dos ventos e da chuva contra a formação vulcânica da terra.

Cercada pelas águas, a Ilha Formosa dos portugueses tem 70% da proteína utilizada na alimentação diária, proveniente do mar. A frota pesqueira de lulas, com as suas luzes brilhantes para atrair e facilitar a captura da iguaria, é imensa. De noite, o mar se enche de luzes intensas, brilhantes, oscilando ao sabor das vagas.

No mercado de Yeolin é possível encontrar o resultado da pescaria, da atividade em águas geladas e perigosas. Ao lado, por dentro mesmo do mercado, pequenos restaurantes transformam as ofertas em alimentos estranhos; combinações as mais bizarras, conflito de sabores e de aromas é desafio que os ocidentais têm dificuldade de aceitar e mesmo de provar. Nosso fígado vai reclamar. Imagine a combinação: omelete de ostras. O prato do dia, recomendado e apreciado por todos.

Como prot

eína de resistência, as lulas surgem sob todas as formas de apresentação. In natura, secas, desidratadas, em pedaços ou mesmo sob a forma de farinha. Grelhadas no momento são petiscos para os passantes. Mariscos, conchas e caramujos são servidos na carapaça própria. Preferi ficar nas fotos.

Farinhas de peixes, de diversas cores e texturas, são preparadas em frente ao freguês. São utilizadas em caldos e sopas, algo típico de Taiwan.

A gastronomia local é diferente da culinária chinesa que conhecemos. O setor de doces surpreende pelo exótico, não há excesso de açúcar nas delícias ofertadas. Os preços são atraentes. Comprar seis caixas em oferta sai por trocados.

Depois de visitar o parque geotérmico de Yeolin, nada melhor do que descansar visitando as bancas do mercado local.

O cenário da costa nordeste de Taiwan é espetacular. A luta entre o mar e os tufões, o embalo das ondas violentas contra a zona costeira de formação vulcânica, resulta em paisagens que não encontramos com facilidade. Figuras estranhas surgem, precisamos de imaginação; elas começam a surgir à medida que percorremos o parque. Cogumelos gigantes, torres, cores entre o amarelo e o negro, tonalidades que os raios de sol pintam ao acaso surgem entre as tartarugas preguiçosas, entre o sapato da cinderela e outros produtos da nossa percepção.

O ruído do mar, das ondas, é parceiro que escutamos com os gritos das gaivotas e de outros pássaros que nidificam na região.

Yeolin, lugar de difícil acesso, distante, é algo que não poderemos esquecer nessa vida tão curta. Somos incapazes de apreciar tudo o que Deus criou. Aproveitar os momentos concedidos é ter sabedoria.

Mais tarde, poderemos tentar a sorte num dos restaurantes locais. Em cada vila de pescadores, além do mercado do pescado, sempre existe o restaurante apresentando o que o mar oferece como dádiva. Sopas de cabeça de peixes, incluindo o olho inquisidor, os siris grelhados, as lulas no espeto, a omelete de ostras são o desafio para a nossa fome, estômago e fígado. As armadilhas estavam prontas. Vamos em frente?

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