Mercado, reduto da ancestralidade negra

Mercado, reduto da ancestralidade negra

Construído por escravos, o Mercado é um lugar de grande significado para as religiões de matriz africana (umbanda, nação, candomblé), aflorando uma grande espiritualidade. Os seguidores das religiões obedecem um rito de entrada e saída do Mercado: a chegada é pelo lado do Largo Glênio Peres, passando pelo Bará e indo reto até o portão da saída da Av. Júlio de Castilhos, para o caminho das águas. Depois contorna e entra-se pelo portão junto à Av. Borges de Medeiros, saindo pelo portão da Praça Parobé, que simboliza o “caminho novo”, quando a cidade começava a se expandir para a zona norte. O Mercado possui quatro floras, bancas de produtos religiosos, uma em cada corredor – com itens como chás, bazar, velas, incensos, defumadores, ervas, imagens e ages. São elas: Flora Rainha do Mar, Flora Kolesar, Flora Hana Noka e Flora Bandeira (a primeira do Mercado, fundada há 143 anos). O ponto mais emblemático é o Bará, assentado no cruzeiro central do Mercado, ponto dos principais rituais e manifestações dos religiosos. Em 2013, foi feito um mosaico do Bará no Mercado, parte do Museu do Percurso Negro.


Foto: Letícia Garcia

Public Market, point of black ancestry

Built by slaves, the Market is a place with a lot of meaning to religions of African origin  (umbanda, nação, candomble), and it make coming up a big spirituality. The devoted people obey an entrance and leave Market ritual: the incoming is for Glênio Peres Square, passing by the Bará and going straight to the exit gate of Júlio de Castilhos Avenue, to the  “water’s road”. After that, they go around and coming for the Borges de Medeiros Avenue gate, leaving by the Parobé Square gate, that meaning the “new road”, when the city started to expand to the north zone. The Market have four floras, stalls of religion products, one in each passage – with products like teas, bazaar, candles, incense, smokers, images and ages. They are: Rainha do Mar Flora, Kolesar Flora, Hana Noka Flora and Bandeira Flora (the first in the Market, founded 143 years ago). The most emblematic point is the Bará, that is fixed in the Market’s central junction and that is the point of the most important religious rituals and manifestations. In 2013, it was made in the Market a mosaic of the Bará, part of the Black Route Museum.

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