Mercado Público, referência de alimentação natural

Mercado Público, referência de alimentação natural

 

O Mercado Público não é democrático apenas pela sua pluralidade e diversidade de pessoas, gostos e preferências. Para Claudia Lulkin, ele também é democrático e plural em relação às espécies de alimentos, de todos os gêneros e tendências. Nutricionista há 17 anos e trabalhando com alimentação integral há outros 33, para ela o Mercado tornou-se uma referência deste tipo de alimentação. E, também, um espaço onde as pessoas estão redescobrindo “as origens da alimentação do campo”. Ela lembra que de uns 40 anos para cá, o Mercado tornou-se um espaço importante para os adventistas, lacto-vegetarianos. “Sempre teve salsicha, maionese vegetariana, além de grãos, flocos de cereais. Hoje também é um espaço importante para os veganos, como eu, que não consomem nenhum alimento de origem animal”, diz ela.

Também aponta os preços acessíveis, a qualidade e a “volta” aos alimentos de origens, como alguns dos fatores fundamentais para que o Mercado tenha se tornado este importante espaço de relações humanas, como ela define. Outros aspectos importantes, no seu entender, são o surgimento de uma loja como a da Reforma Agrária, de um restaurante vegetariano, cafés e lugares onde se encontram produtos orgânicos. “E os chás, nas floras, que é a garantia da presença afro-brasileira aqui no Mercado. Ele é econômico, mas um espaço democrático, de vivências aqui”, afirma.

 

Mercado, difundindo a alimentação natural

Cláudia também atribui ao Mercado o papel de grande difusor da alimentação da natural. A venda à granel é, para ela, um grande diferencial, quando as pessoas podem levar grãos, cevada, trigo, arroz, aveia, canjica, açúcar mascavo, farinhas, nas quantidades que desejam. Sem aquelas embalagens coloridas, típicas dos alimentos industrializados, processados, com sabores artificiais que se encontram nos supermercados, principalmente. Isto reforça, na sua opinião, o papel do Mercado como um espaço de segurança alimentar natural, com produtos de origem vegetal e orgânica. Ela participou da Semana da Alimentação, que aconteceu no Mercado, que teve a FAO, organismo ligado à ONU, como uma das promotoras. Satisfeita e contente com o trabalho do Mercado nesta área Claúdia, contudo, deixa a sua sugestão. Ela acha que ele poderia dar ainda uma visibilidade maior à produção orgânica da agricultura familiar do estado e ser também uma “escola” de gastronomia vegetariana e vegana. Quem sabe? Está lançada a ideia.

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