Mercado Público de Malé Ilhas Maldivas

Mercado Público de Malé

Ilhas Maldivas

 

Paraíso para os mergulhadores, águas tépidas, visibilidade quase infinita num azul transparente, mais de 1.000 ilhas surgem no Oceano Índico. Em 1138, a fé budista foi substituída pela religião islâmica. Vindo do Marrocos, um chefe militar e professor foi o responsável pela conversão dos locais. Em 1968, o antigo Sultão perdeu o poder, tendo sido formada a Federação Muçulmana das Maldivas. A lei islâmica é severa. Proibição total do álcool, as mulheres usam roupas tradicionais, mesmo na hora de entrar no mar. Roupas de banho ocidentais, apenas para turistas. Em Malé existem praias exclusivas para mulheres.

 

 

No mercado central, além das tradicionais frutas tropicais, o que mais encontramos são os peixes e os frutos do mar.As fotos nos mostram a preciosidade e a variedade do que é possível capturar nas Maldivas. Os atuns de maior peso, acima de 40 quilos, são exportados. O raro tubarão-baleia, em perigo de extinção, é frequentador das águas das Maldivas. Por sinal, a região concentra as maiores populações de tubarões do mundo. Nos recifes e nos atóis os tubarões galha preta e galha branca são parceiros a cada instante, mesmo nas praias eles passam rápidos ao nosso lado. Em águas profundas, o tubarão-tigre exige maiores cuidados, pois é bem mais agressivo e possui dentes bem mais serrilhados. A mania chinesa de colocar a barbatana de tubarão no seu cardápio e na lista de remédios está trazendo problema de ecologia, a pesca de tubarões alcança índices alarmantes por aqui.

Outro produto das Maldivas é um tipo de massa, iguaria local, com elevado teor de pimenta. Os clientes da Índia adoram a especialidade. Pelo visto, a Índia é a parceira comercial mais importante das Maldivas – praticamente quase tudo o que é consumido vem daquele país. Por isso, o custo de vida por aqui é elevado, o que se soma, como empecilho ao turismo, às distâncias e ao tempo de voo para chegar neste paraíso escondido no Oceano Índico. Camões no seu épico “Os Lusíadas”, já mencionava as Maldivas.

 

Depois do mercado, meio pobre, é interessante efetuar o circuito Islâmico de Malé. Em poucos passos conhecemos o Sultan Park, a velha e a nova Mesquita, o Palácio Presidencial – vazio na atualidade, pois o presidente foi deposto há pouco tempo –, o Mausoléu do Conquistador das Maldivas, o Centro Islâmico, o Museu Nacional, o cemitério muçulmano dos antigos sultões, onde as mulheres não podem pisar – inclusive existe diferença entre as lápides, as masculinas possuem apêndice na parte superior bem característico. Por sinal, sem o turismo as ilhas retornariam ao atraso de séculos passados, sem nenhum futuro ou perspectivas para uma população bastante crente na fé de Alá. O aquecimento global e tsunamis podem agilizar o processo, afundando esse paraíso nas águas azuis do Oceano Índico.

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