Mercado Público de Florianópolis, tradição renovada

Centro Histórico, por Emílio Chagas

 especial

 

Convívio em clima de descontração                         Foto: Eluiza Maio

Um dos principais marcos de Florianópolis, arquitetônico, turístico e cultural, o Mercado Público passou por uma ampla reforma, concluída em agosto deste ano. E não foi apenas a sua estrutura física que mudou: a revitalização trouxe um novo perfil de produtos e serviços, o que se refletiu no próprio público que circula em suas duas alas no qual é dividido, Sul e Norte.

 

O primeiro prédio do Mercado Público foi construído em 1851, no Largo da Matriz, junto ao mar, no centro da cidade. Em 1899, o prédio
foi transferido para a localização atual, em frente à Alfândega,e possuía apenas uma ala. Sempre foi a principal referência de abastecimento na cidade, desde os tempos em que tinha apenas quatro paredes e, no vão central, os comerciantes do interior da ilha vinham vender seus produtos
– muitos de carroça. Prédio histórico, passou por incêndios. Um deles destruiu completamente a Ala Norte, em agosto de 2005. Passou por diversas reformas, sendo a última depois do incêndio. Também foi reformado o telhado da Ala Sul. A totalidade da construção conta com 140 boxes, onde se encontra de tudo: roupas, sapatos, iguarias, utensílios, alimentos, artesanato, frutas, temperos, carnes, peixes, produtos de agropecuária, bares, restaurantes, cafés, etc. Ele é considerado o coração do centro histórico, e ponto de encontro e reunião de artistas, boêmios, intelectuais e turistas, num ambiente informal, típico dos mercados
públicos.

Pátio central entre as alas Norte e Sul

Depois da reforma, também passou a ser palco de atividades culturais no pátio central, principalmente de música. Compõe, junto
com a ponte Hercílio Luz e a Igreja Matriz, o principal trio
de monumentos históricos da capital catarinense.

 

Uma nova fase no velho Mercado

“A mudança foi radical, para melhor. Antes você vinha ao Mercado buscar certos produtos, como ervas, chás, e não tinha. Eram 39 lojas de sapato, hoje só tem nove. Mudou muito, tem empório de produtos naturais, produtos sem glúten, e outros especiais, coisas que não existiam antes”,
diz Aldo Nei Brito, presidente da Associação dos Permissionários do Mercado. C

Aldo Nel Brito, presidente da Associação dos Permissionários

om 40 anos de Mercado, Aldo, reafirma que hoje o mix é muito
diversificado e que o atendimento também se qualificou. Em 2012, foi feito o processo de licitação e em 2013, abertos os envelopes para 144 espaços. Ele informa que o processo foi conduzido pela prefeitura, Ministério Público e entidades ligadas ao poder público. “Mais de 60% dos permissionários antigos saíram, pois já havia vencido o contrato deles
e todo o prédio público tem que ser licitado, segundo a Lei das Licitações”, diz Brito. E exemplifica a nova fase, de mais qualidade, dizendo que a principal tradição do Mercado sempre foram as peixarias e que elas (14) voltaram bem melhor. “O Mercado é tudo. Na inauguração, passaram
por aqui de 80 a 100 mil pessoas. É um ponto de referência muito importante. E ainda estamos na fase de adaptação, com algumas pendências.”

Lateral do mercado

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