Mercado do Rialto: compras em Veneza

De manhã bem cedo, junto à Ponte do Rialto, é possível ter acesso aos produtos que chegam por via fluvial para abastecer Veneza. Bancas em mercado tradicional apresentam todos os tipos de peixes, moluscos, mexilhões, sépias, polvos e lulas. A região é pródiga, as lagunas no entorno são generosas. No período de verão, agosto, pelas férias coletivas, a quantidade dos produtos escasseia.

 

 

Não faltam as verduras, magníficas, onde tomates de todos os tipos e cores, inclusive o amarelo, se juntam às favas, aos feijões e pimentões. Condimentos típicos da Itália, cogumelos secos, tomates desidratados, ervas misteriosas e misturas de secretas receitas estão preparadas para dar gosto à carne, ao peixe, ao porco e até à proteína de cavalo, iguaria apreciada por aqui.

O centro e a parte principal de Veneza só são acessíveis pela água. Quem chega de avião, pelo Aeroporto Marco Polo, do ar, possui vista aérea para entender a localização da laguna com suas ilhas, poucas habitadas. No meio de pântanos, de braços do mar, era o refúgio para evitar os ataques dos bárbaros do Norte.  Construída sobre estacas de eucalipto, Veneza está afundando no Mar Adriático. Para evitar as inundações previsíveis, o Projeto Moses, em implantação, pretende regular o acesso das águas do Adriático e o efeito das marés sobre Veneza. Do alto pode-se vislumbrar o andamento das obras; bilhões de euros ainda sem resultados práticos.

Para harmonizar as refeições, procuramos encontrar os vinhos tradicionais do Vêneto. Alguns dos indicados no manual dos 1001 vinhos que não podemos deixar de degustar antes de morrer são caros, mas as cepas indicadas têm alternativas mais econômicas. O vinho branco com a uva Picolit, raridade pela pequena produção ou o Pinot Grigio do Vêneto, mais adequado aos pratos com frutos do mar da região de Veneza, cabem nos orçamentos.

Antes das refeições, devemos aproveitar as belezas escondidas de Veneza. Não tenha pressa em entrar pelas vielas, pelos sotto portegos protegidos, que escondem enigmas e belezas.

Circular pelas beiras dos canais, cruzar pontes e pontilhões, pesquisar pequenos mercados e lojas de grife é o necessário para alimentar nosso futuro apetite.

Pelo caminho, surgem igrejas com pinturas dignas de museu. Marco Polo, aventureiro como nós, está enterrado na Igreja de San Lorenzo. O senhor Il Milione merece a reverência e a releitura da sua epopeia. Até hoje, o seu nome é mencionado na China. Apenas Mateo Ricci, jesuíta italiano conseguiu fama maior.

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